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sábado, 20 de fevereiro de 2021

La Stòria del Vècio Firmin - Ademar Lizot

Acolta la stòria:


 

 

                                                La stòria del Fermin (per Ademar Lizot)


       La stòria del vècio Firmin, go scoltà quando zera picinin e, adesso de pi o de meno, de sta manera la racontemo...

    L`éra na volta quando el mondo zera altra cosa e, la region de Soledade zera  km e km de campi, sensa fil e sensa palanchi e, persa in quel paisàgio de incatadora belessa, gavea na caseta de baro e matoni, postata par sora de na pìcola ondulassion, giusto nte quel punto in che el ‘Jacui’ fà la curva e, visina de na vècia ‘fighera’. El so paron zera el vècio Firmin, che meso recluso, el compia el so destin. De visin nte`n ràgio de 20 km, el gavea solche un casal de cherochero, un visin sempre franco, sempre sinsero.   Par rivar a quela località, tochea  ciapar quela stradeta, che gavea a la banda drita  del bosco dei bùlgari, alora nte`n troto de mesa ora se podea sguardar la piantona e, el portel dela estànsia, riforsà e ben fato de guajuvira e, in sèghito se podea dir;.. ‘- El  vècio Firmin l`é casa, si, varda el camin co la fumana drita al cielo.’

   - Óh de casa se disea, alora fora el saltea, de barbin, bombàcie e cortel co`l mànego de marfin e, dopo del simaron, el disea:..’Marcolina, porta in qua un vanceto de sorasco par i foresti.’    La so orìgene no se cognossea, ma bastava vardarghe i lavri par incòrzerse che qualche antenato dela rasa negra el gavea. Fora dei sentimenti, no`l zera mia, ma la luna storta si el gavea  de poche parole, mai el contea de si, meno ancora savea dei altri.  Bonasso de cuor, si el zera  e, soratuto valente, próprio de quei quel perìcolo no`l sente e, se anca el peso dela età, el gavea ancora un perfil de ‘angico’ imponente. ‘-Son pupà de disdoto fioi e nò so mia fiol de pupà spaventà!’ Cossì el rispondea se qualche curioso ghe domandea.  I so fioi i zera spaliàdi par tuto el sud del Brasil, resultado del tempo quel fea el tropier de mule e cavai con destin a Sorocaba e, l`é sta cossì che ghe ga vansa i soldi par comprar quel bel toco de campo e, quando  el gavea sessanta passà ani de età, alora  el se ga tolto insieme la so Marcolina, una legìtima índia Kaingang, parona de una belessa ùnica e cristalina.

    L`é ancora de picinin che imagino come che zera bela la vita del vècio Firmin, insieme dela so carina e bela Marcolina, quei viveva in quel paisàgio spetacular, de campi sensa fil e sensa palanchi, magnando sorasco de manzo o piegorin, con fasoi sgranadi a bastonade de faldin e, scoltando  par ària el mugito dei bovini, el relìnsio dei cavai e,  el strèpito del vent che girea in torno dela maestosa Fighera.

    Òstrega,  che l`é ancora de picinin che go  invidia del vècio Firmin.

Ademar Lizot.

                                  A História do Velho Firmino


           Quando era criança escutei de meu pai a história do velho Firmino e, agora de mais ou menos, assim eu lhes conto!

   Era uma vez, quando o mundo era outra coisa e, a região de Soledade era km e km de campos, sem palanques e sem arames  e, perdida naquela encantadora paisagem,  tinha uma casinha de barro e tijolos, posicionada acima de uma pequena ondulação, justo naquele  ponto em que o ‘Jacui’ faz a curva e,  ao lado de uma velha figueira. O seu dono era o velho Firmino, que assim meio recluso cumpria seu destino. Seu único vizinho em um raio de 20 km era um casal de ‘Quero-quero’, um vizinho sempre franco, sempre sincero. Para chegar àquela localidade tinha que deixar a via principal e pegar a outra estradinha, estreita e pedregosa que tinha no lado direito do mato dos bugres e, em com um galope de meia hora já se podia avistar a velha figueira e o portão da estancia, bem feito de guajuvira. Então se podia dizer;..- O velho Firmin está em casa sim, veja a fumaça do fogo de chão subindo direta ao céu.

   Ao chegar se gritava;..- Ó de casa, então ele saltava para fora, de bombacha remangada e na cintura uma adaga com cabo de marfim. Depois do chimarrão ele  dizia:..’-Marcolina traz um resto de churrasco pro andante.’

   A sua origem não se sabia, mas bastava olhar seus lábios para notar que ele tinha um antepassado da raça negra e, embora sentisse o peso da idade, ainda tinha um perfil de ‘angico’ imponente. Fora das ideias não era, mas a lua meio torta sim ele tinha e, de poucas palavras, jamais falava de si e menos ainda sabia dos outros, mas de bom coração, sim era e também valente, desses que o perigo não sente.  Diziam que mais de um havia matado, mas não acredito em tudo que o povo diz, embora naqueles tempos se matassem pela cor de um lenço.

   ‘-Sou pai de dezoito filhos e não sou filho de pai assustado!’ Assim ele respondia se algum curioso lhe pedia. Seus filhos estavam espalhados por todo sul do Brasil, resultado do tempo que trabalhou de tropeiro de cavalos e mulas para o mercado de Sorocaba e, foi assim que juntou dinheiro para comprar aquela quadra de campo e, quando tinha mais de sessenta anos, então se juntou com sua Marcolina, uma legítima índia Kaingang, possuidora de uma beleza única e silvestre.

    Sempre que lembro deste relato de meu pai, me paro a imaginar como devia ser  bela a vida do velho Firmino, junto de sua querida e bela Marcolina, vivendo naquela paisagem espetacular dos campos de Soledade, comendo churrasco e feijão preto e, o únicos ruídos que acariciavam seus ouvidos era o mugido dos bovinos, o relincho dos cavalos e o estrépito do vento que girava em torno da majestosa figueira.

 Bah... é desde menino que tenho inveja do velho Firmino!

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