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sábado, 27 de março de 2021

La Nona de tuti noi - Ademar Lizot

Ascolta la stòria: 


 

         


                     La Nona de tuti noi

        Questa ze l`stòria de una nona che go sempre ntela  memòria!

        La par i ani setanta, In quel tempo che se spalanchea porte  e se verdea el cuor, gavea una nona che la zera tuta dolcessa e benevolensa ai fioi e nipotini e, anca la distribuía i so afeti ai nipotini dei altri.  Arminda zera el so nome e, par Ela  la gavea solche un s-ciantin del tempo che ghe restea, ma serenità e terenesa ghe vansea.  Ntela so casa acoliente,  La ricevea a tuti c`un soriso calmo e sereno, sempre parlando la verità, La distribuía consìlii che la vècia sapiensa contempla, quela che decifra la inchietudine dela ànima e, insegna che l`é el pròpio omo che alsa su l`é so tempeste e, el tanto che de pi el inventa, meno capimento el ga dela so vita e, meno el cognosse a si pròpio.    Cossì par tanti quela nona la zera una fada confidente che  calmea l`é so aflissione e angustie,  confermando che la dignità fà parte del spìrito umano.

    Adesso tantíssimi ani fà che ga parti de questo mondo quela nona che gavea tanta dolcessa e umanità ntei òcii, ma la so imàgine iluminàta de serenità e pace, sempre me fà ricordar de na època tanto felisse e, questi ricordi se anca i ze predestinadi a fenirse, i sopravive driti ntela  memòria, parché fà parte dela ànima amar i momenti e posti felisse e, anca in pensiero ritornar a lori, l`é come se gavesse el poder de ritornar squasi cinquanta ani nte`n s-ciantin solo, par esser nantra volta ntel paesel che se stea, con so casete de taùle, símplice e ùmile, ma tutequante co le porte e finestre verte, co`i visini parlando in completa fradelansa e i toseti drio giugar e schersar, tutiquanti co la benedission de una signora de cavei grissi, semblante sereno e òcii pieni de umanità, la nona de tuti nòi.

Ademar Lizot.

       

                                                    A Vovó de todos Nós.

                         Esta é a história de uma vovó que tenho sempre na memória!  

       Lá pelos anos setenta, quando ainda se escancaravam portas e se abriam corações, tinha uma vovó que era toda bem-querença a seus filhos e netos e, também distribuía seus afetos a outros filhos e netos, de outros pais e avós. Arminda era seu nome e, para Si, Ela tinha apenas uma pontinha do tempo que lhe restava, mas o que lhe sobrava era ternura em seus olhos tão humanos. Em sua casa acolhedora recebia a todos com um sorriso calmo e sereno, sempre falando a verdade, distribuía conselhos que a antiga sabedoria contempla, aquela que decifra as inquietudes da alma e, ensina que é o próprio homem que cria seus abismos, pois quanto mais ele inventa, menos decifra seus traumas e, menos conhece a si mesmo. Assim para muitos aquela vovó era uma fada confidente que acalmava angustias e aflições, confirmando que a dignidade faz parte do espírito humano.

    Tantos anos se passaram desde que a vovó de olhos tão humanos partiu deste mundo, mas a sua imagem iluminada de serenidade e paz, me faz lembrar de uma época feliz e, essas preciosas lembranças, embora voltadas ao fenecimento, ainda assim sobrevivem, perenes eretas como uma pirâmide no plano de minha memória, pois faz parte da natureza humana amar os lugares onde foi feliz e, em pensamento retroceder a eles, é  como se eu pudesse  voltar quase cinquenta anos em um só momento e, estar novamente num dos  pátios de minha infância de cujas saliências e recantos não esqueço, depois sair a caminhar  pela inesquecível  Frei Caneca, sempre calma, sempre serena, com suas casas de madeira, algumas com paredes frágeis ao vento, outras com telhados amigo de goteiras, umas com flores nos gramados, outras nas soleiras das janelas, mas todas  de portões e portas  abertas, os vizinhos fraternos conversando e, nas calçadas as crianças brincado tranquilas, felizes e, abençoadas por uma senhora de cabelos tão prateados,  face tão serena e, olhos tão humanos, a vovó de todos nós.



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