Lançamento do Primeiro livro em Bergamasco no Rio Grande do Sul - Matéria em ambas as línguas

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Ouça a narração em bergamasco clicando no player abaixo:

 Al dé del lansament del liber Talian Bergamasc per mia Smentegas - Bergamasco


Ndela matina dei nöf de Nuember de du mila e vinti du, ndel palco dela fera del liber in Carlos  Barbosa RS, ga stat fat al lansament del liber Talian Bergamasc per mia smentegas, scriìt in bergamasc e cola tradussiù in brasilier, per chel che sa sà, lè l'prim liber in bergamasc ndel RS, scriìt per Elaine Maria Maccali Girotto, desegnat e rangiat per Jaciano Ecker .

Ndel dé del lansament i'è stacc mumencc de na möcia de cuntentessa e ghera un bel pó de zet; i parencc, maetre, stüdiancc e otre persune. Quanta al liber lè restat pront, ghere in ment de invidà al vescol Dom Alessandro Rifinoni, perchè lè n'bergamascac nassit in Berghèm,  ma ndel stes tep ghere pura de is adré a giugà cole robe de Dio, go pensat tant e go anca dumandat a Dio se lera de nvidal, ma go criat curàgio e so ndata a nvidal... Per la me sorte, lè stata na granda rinpruisa quanta go est che al vescol lera là, e anca, go truat che lè stata na granda proa per fam vet che lü, cumè na auturità de la ciesa al ga fat cumè  el Signur, sensa fà diferense a nüssü, al và ndei postcc de sfiur e anca de puarecc, e amò, go truat che lè mia egnit sul perchè lè n'bergamasc e perchè al valurisa la sò urige, ma anca cumè n' ripresentant dela fede n'Dio e ala Madona che i noscc imigrante i gà töcc sö nsema, quanta i'è egnicc al Brasil. Per chel, öi ringrassià prima a Dio per assà capità töt issé e al vescol che lè egnit. Elura, I'è stacc nvidacc e i'è egnicc: Al vescol emèrito dela diossese de Caxias do Sul, Dom Alessandro Riffinoni; la vice-prefeita Beatriz Martin Bianco; al diretor dela Proarte Eliseu Demari; la secretária dela dücassiù Eliani Lanzarini; un ntegrante del comité dei talià ndel RS, Valdecir Ferrari; la diretora dela scöla del cinc, Adriana  Audibert, la maestra Deise e i stüdiancc, che i ga cantat in bergamasc e sunat co i bicer, che per me, paria de is adré a scultà al giög dela mora sunat; al padru dela fera del liber de sto agn, Dilan Camargo; al ripresenta del rutero turistec Recant  Bergamasc del cinc, Iraci Benelli; nquai mpresàrio; nquai  integranti del grupo  Nùcleo Talian,  persune dela cità e de ché nturno.

Per Barbosa, lè stata na matina con grand s-ciarus, de stòria assura ala cultura. N' ringrassiament a Dio che al ga ürit, ale persune che ga egnit, töcc che ga bela cumprat al liber e anca chei che ga ütat de nquai manere, ga mandat i mensage ndele rede sossiai e chei che go parlat nsema. Anca per  pruveità la oportunità,  ringràssià al site  Brasil Talian, ndela persuna del Jaciano,  che sensa cugnossem al ma dat la oportunità, e lè stata la porta denancc per tecà a fà et cussè scriìe e l'ga metit i àudio ndel  site per scutà  cumè sa parla, issé  i'è riacc infina a Criciúma S/C, nduè ghè bergamasc e ndel programa Ricordi dei Noni, meticc per el Fàbio Dallò e anca ndela scöla del cinc, che ga cüntat na möcia per fam ndà inà e cüntinüà a scriv in bergamasc. E amò, töcc chei che ga credit ndel progeto, ga ütat e i ma rüsat inà cole bele parole, la boca de rit e i öcc luster, anca per el giuto dela Prefeitura, la  Proarte, el Fumcult e l'Concult. E per furnì, asse al nümer del telefon per chei che gà nteres de cumprà al liber: 54 999676470. Gràssie!


O dia do lançamento do livro Talian Bergamasco para não esquecer - Português


Na manhã do dia 9 de Novembro  de 2022, foi realizado no palco da feira do livro, em Carlos Barbosa RS, o lançamento do livro Talian Bergamasco para não esquecer, um livro escrito em Bergamasco com tradução em português, pelo que se sabe, é o 1° em bergamasco no RS,  escrito por Elaine Maria Maccali Girotto, ilustrado e organizado por Jaciano Ecker. No dia do lançamento  foram momentos de muita alegria, com um bom público presente, familiares, amigos, professores, alunos e público em geral. A autora  conta que desejava muito convidar o bispo por ser nato de Bérgamo, ao mesmo tempo se sentia insegura, e até, chegou a pensar que poderia estar brincando com os bens de Deus, mas com sua admiração e respeito pelas autoridades da igreja, herdada dos seus antepassados se encorajou e foi convidá-lo e por sua surpresa, Dom Alessandro esteve presente. Para a escritora a presença do bispo foi uma surpresa grandiosa e abençoada, pois para ela, não foi simplesmente só  porque o bispo é um bergamasco e valoriza suas origens, mas também como um representante da fé em Deus e em Nossa Senhora, pois nossos queridos imigrantes troxeram consigo muita fé e devoção para o Brasil, e mais, foi uma prova de acolhimento e valorização por parte  de uma autoridade da igreja católica, o qual mostrou a exemplo de Jesus,  que vai nos palácios e também nas periferias, sem fazer diferença para ninguém. Por isso só tem a agradecer a Deus e por ter permitido tudo isso e ao bispo pela presença. Então, foram convidados e estiveram presente: O bispo emérito da Diocese de Caixas do Sul, Dom Alessandro Riffinoni; a vice-prefeita, Beatriz Martin Bianco; o diretor da Proarte, Eliseu Demari; a secretária de educação Eliani Lanzarini; um integrante do comite dos italianos no RS, Valdecir Ferrari; a diretora da escola do Cinco da Boa Vista, Adriana Audibert  com a  professora Deise e os alunos que cantaram em bergamasco com a técnica dos copos, que para a escritora, sou como a sifonia do jogo da mora; o patrono da feira do livro Dilan Camargo; o represente do roteiro turístico  Recanto Bergamasco, Iraci Benelli; alguns integrantes  do Núcleo Talian, no qual participa e foi muito incentivada; alguns empresários e público em geral da cidade e região. Para Carlos Barbosa, foi uma manhã brilhante e histórica de resgate e valorização cultural.   Muito grata, primeiramente a Deus por ter permitido, pela presença de todos no lançamento, às pessoas que já adquiriram o livro e ajudaram de alguma forma, os que enviaram mensagens de carinho e prestígio nas redes sociais ou pessoalmente. Também para  aproveitar a oportunidade  agradece o site Brasil Talian, que foi a porta de entrada para a Elaine mostrar os escritos e áudios em bergamasco e por meio do site, os mesmos chegaram ao conhecimento do Sr. Fabio Dallo que fez chegar aos  bergamacos de Criciúma S/C no Programa Ricordi dei Noni; na escola do Cinco da Boa Vista baixo e em outros lugares,  que por sua valorização e acolhida, foi muito importante para impulsioná-la à escrever o livro. Todos os que acreditaram no projeto, ajudaram, apoiaram com  palavras positivas, mensagens nas redes sociais,  sorrisos e olhares brilhantes de positivismo e pelo patrocínio da prefeitura municipal de Carlos Barbosa RS, Proarte, Concult e Fumcult. Por fim fica o contato para quem tiver interesse em adquirir o livro 54 999676470. Obrigada!

El nostro Matrimònio - Mùsica in talian - Jaciano Eccher

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

 Para baixar o áudio da música em mp3 clique aqui.


Letra e melodia: Jaciano Eccher

Revisão da grafia em Talian: Juvenal dal Castel




Letra logo abaixo do vídeo:


El nostro Matrimònio - Léngua Talian



Son qua, postà su'l altar.
El prete, romai a spetar.
Sàntoli, amici e parenti,
Tuti al so posto a vardar

La mia sposeta, in minuti,
Ntela ciesa rivarà.
Son tanto felice e comosso,
Le làgrime seita cascar


Rit: Come è bela la vita e pi bela sarà.
Un bel giardin de fiori con osei a zolar.
Insieme a mia bela, una vita faremo.
E, se Dio benedisse, bei fioi gavaremo.

Col velo, girlanda e vestito
recini d’argento e de oro
Te sì rivada al altar,
Come una colombina in volo.

Sta note, con tanta alegria,
Un baso mi te darò.
Te giuro davanti dei santi,
De ti, una Regina farò.

Rit: Come è bela la vita. e pi bela sarà
I fioi, come fiori, un a un sbocerà.
Faren na caseta, con tanto amor.
Con le banedission, del Nostro Signor.


Vem aí Primeiro Encontro dos Alpinos no Brasil

sábado, 19 de novembro de 2022

 Ilustração Jaciano Eccher - J e J Produções Audiovisuais

Ouça um programa de rádio em talian, inteiro dedicado aos Alpinos clicando no player abaixo:



A Associação Nacional dos Alpinos ou Associazione Nazinale Alpini Sezione Brasile, promove o Primeiro Encontro dos Alpinos, ou 1º Raduno Degli Alpini.

O Evento acontecerá nos dias 26 e 27 de Novembro em Urussanga e Nova Veneza-SC, conforme Programação Abaixo:



1º Raduno degli Alpini Sezione del brasile.


Sabado 26

Recepção e jantar em Urussanga com grupo Amici Della Polenta.

Domingo 27

10:00 Missa em Caravaggio - Nova Veneza na igreja matriz.
Cantada pelo Coral Peregrinos da Montanha, em italiano.
Programa Radio Eldorado - Ricordi dei Nonni das 10:00 as 13:00
Na praça central de nova veneza.

11:30 Abertura evento na Praça Central de Nova Veneza.
Apresentação da banda de música do 28° GAC ( exército )
Hino Nacional Brasileiro e Hino Italiano.
Entrega da coleta de alimentos para AFAVE pela ABM de criciuma.

12:00 Show com a Banda de Música do 28° GAC

13:00 Apresentação do grupo eco di venessia, na praça.

13:30 Almoço em Nova Veneza.

15:00 Encontro no Café Bergamasco
Apresentação Grupo Bellunese de Sideropolis.

18:00 Encerramento do 1. Raduno Degli Alpini Sezione del Brasile.

Fábio Dallò

Maiores informações falar com Fábio Dallò pelo telefone: 48 - 9 9946 98 37

 


Piero Stechino - Ademar Lizot

domingo, 13 de novembro de 2022

 Par scaricar el àudio, clica qua.

Par ascoltar la stòria clica soto:

Piero Stechino

  Del Brasil-Talian ghe raconto de Piero Stechino, un contadino che al inìssio dela stradeta del paesel, abitea.

   El suo vero soranome, non posso mia dir, par qualche sussetìbilità non ferir. Ma Tutiquanti lo ciamea de Piero stechino, par via che el portea sempre nte un canton dei lavri un stechino de legno, de quei che se dopera par netar i denti.

   La par i ani cinquanta del sécolo passà, el zera un omo de mesà età e sol i òcii sereni e boni, lo salvea de una rùstega aparensa. El suo principal difeto, zera esser frequentador constante dela bodega. El ghe metea cinque minuti par rivar e cinque ore par a casa ritornar, e quel tempo el doperea co`l giugo de carte, cativo vìcio che de tosatel el ga ciapà.

   El gaveva na manera singolar par smissiar e distribuir le carte, come sel gavese na magia ntele man, che impressionea a tutiquanti. Intanto che el giughea, el bevea, parché el catea che bona fortuna ghe vignea, però una volta el ga perso ntel giugo, fin el caval co`i fornimenti.  Dopo de quela ciavada el ga alsa sù tuta una nova stratègia, al giugar. Prima el dominea el giugo durante qualunche tempo, fin che el guadagnea la quantia che catea acetàbili, alora sempre co`l stechino in boca, el se alsea sù dela tàula e vacilante el fea finta de esser bel che ciuco. Però el zera pròpio un finton,  parche in realetà el zera un grando bevidor, che no`l se inciuchea mia fàssile no!  Se  altri giugadori che parlea drio, alora cativo el ghe dissea:

  - Adesso vau casa, parché quà non è mia na ciesa e go tanti laori de far.

   Se qualchedun pi insistente tornea a parlarghe, alora el vosifereva brontolamenti e come un mato el sgiavéntea el bicier  contra la parede.

   La so sposa se ciamea Donatela, la Lu la ciamea de me santa.  La zera na donassa rotonda, forte e perfeta, de quele che parla poco, scolta atentamente e non se lamenta mai e, se anca i stragrandi difeti quel gavea, non lo ga mai assà. La fea tuti i laori dela casa, anca i porchi,  la principal, se non ùnica maniera de ciapar qualche soldo de pi valor, zera Ela che copea e pareciea la bagna e i salami, al  Piero ghe tochea solche de vender e questa zera la desgràsia, parché co`i soldi in scarsela el sfidea tuto ntel giugo.

   De pi de na volta el ga ndato in prission, par via de barufe nel giuogo, e in gàbia el fea su un osamento...

-Se la me santa la sà che son in prision e el caval co`i pelegri soto piova, ghe da un ataco e la mori!

Ma dopo che ghe passea la ciuca el delegado lo mandea casa.

 Fin che la par el final dei ani sessanta, un giorno, par la prima volta el ga capità ntela bodega sensa el tradissional stechino  in boca e el ntel momento del giugo, el ga smissià le carte sensa quela magia che incantea tutiquanti, e al distrubuir le carte el ga pati un ataco fulminante, che stesso de un tiro lo ga copà e, el ga casca co la testa par sora del vècio baraio spagnol.

 

Ademar Lizot.


Una storieta dela Me Noneta - Ademar Lizot

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Scarica el áudio clicando qua.

Ascolta la stòria clicando soto:

 

                      Una Stòrieta dela Nona.

    Par dir che i noni de na volta, el nono con so vose rauca e la nona con so dolce parlar, i gaveva na passiensa de santi coi so nipotini, el nono con so vose rauca e la nona con so dolce parlar, i racontea par racontar stòrie. I ghe contea pròpio de gusto e passion so storiete, fruto de vècie legende, vècii relati, sora stregue, santi e angeleti, che i sentia contar del prete in ciesa.   Questa che raconto adesso la go scoltà dela me noneta.

   Scominsia cossì...Una volta un omo insieme de caval e cangneto caminea par una stradeta, postata fra meso el bosco e el prà.  Dopo de longo caminar questo omo e se incorze che Lu, el calval e cagneot i zera morti.

   A le volte, i morti  i ghe mete tempo par sentir  la so nova condission.

   Ma ancora cossì i caminea, con la sensassion de patir na stragranda sede, fin che nte una curva dela stradeta i ga trovà un magnìfico portel, che el menea  a una piassa coi banchi de oro e ntel centro dela piassa gaveva na fontana ndove scopia aqua cristalina.

  Alora el caminante ga domanda al guardian dela piasa;...

 -Che piassa cossì bela che ze questa?

 - Qua ze el paradiso! Ga rispondesto el guardian. 

- Gavemo tanta sede! Ga dito el caminante.

 Alora vien rento e te pol bever àqua a volontà, ma el caval e el cagnet, non i pol mia entrar.

- Ma el caval e cagnet anca i ga tanta sede!

 -Me despiase - Ga dito el guardian.

 - Ma qua non ze permesso intrada de bèstie.

 El caminante ga restà in siléncio, ma sensa i so due amici, gnanca lu nol volea bever. Cossi i ga seguisto el viaio sensa bever.

Dopo de tanto caminar, con la sede multiplicata, i ga rivà a altro paesino, ndove  gavea un guardian, co un capelon in testa.

-Buon giorno!  Ga dito el caminante.

Mi, el caval e cagnet, gavemo tanta sede.

Nte quei sassi li davanti ga na fontana, pode bever a volontà! Ga rispondesto el guardian.

Alora omo, caval e can i ga copa la sede.

Grassia mile el ga dito al andar via, e me piaseria saver el nome de questo posto.

Qua ze el paradiso, ga rispondesto el guardian.

Paradiso? Ma, quel'altro guardian, ndove go pena prima passà, el me ga dito che là ze el paradiso.

Non, Non, te sicuro che ndove gavì prima passà, ze el inferno! Ga rispondesto el guardian!

Òstrega, alora el ghe da na  falsa informassion  che fa vegnar tanta confusion. Ga dito el caminante.

Non, Non, risponde el guardian. In verità el fà un grando favore a noantri, parché  par de la resta tutiquanti quei che i ze boni de sbandonar fin i so mèii amici.


Uma estorinha da vovó

Os avós de antigamente tinha uma paciência de santos com seus netinhos. O vovô com sua voz rouca e a vovó com seu doce falar, contavam de gosto e paixão suas estórias, todas carregadas de um senso de moral e justiça. Estórias fruto de velhas lendas, velhos relatos sobre bruxas, santos e anjos, que eles escutavam do padre na igreja. Esta que lhes conto agora, escutei de minha vovó.
Começa assim... 
Uma vez um homem com seu cavalo e cachorro, caminhavam por uma estradinha entre o mato e o campo. Depois muito caminhar este homem percebeu que Ele, o cavalo e o cachorro estavam mortos. As vezes os mortos demoram para sentir sua nova condição!
Mas mesmo assim caminhavam, com a sensação de sentir muita sede. Até que numa curva da estrada encontraram uma linda entrada que conduzia a uma praça com bancos de ouro e, no centro dela uma fonte de que jorrava água cristalina.
Então o homem pediu ao guardião da praça...
-que praça assim tão linda é esta?
-Aqui é o céu! Respondeu o guardião.
Temos muita sede! Disse o homem.
Podes entrar e beber agua a vontade, mas o cavalo e cachorro não!
Mas eles também estão com muita sede, disse o homem.
-Sinto muito. Responde o guardião, mas aqui não é permitido a entrada de animais.
O homem ficou em silencio, mas sem seus dois amigos, não beberia agua, e assim seguiram viagem.
Depois muito caminhar, com a sede multiplicada, chegaram em outro lugar, onde havia um guardião de chapelão na cabeça.
-Bom dia, disse o homem. -Eu, o cavalo e o cachorro temos muita sede!
-Ali em frente, naquelas pedras, há uma fonte de agua. Podeis beber a vontade! Respondeu o guardião.
Então, homem, cavalo e cachorro saciaram a sede.
-Muito obrigado, ele disse ao sair, gostaria de saber o nome deste lugar.
-Aqui é o céu! Respondeu o guardião.
-O céu? Mas aquele outro guardião, onde a pouco passamos, me disse que lá é o céu.
Ao contrário, onde a pouco passarão é que é o inferno! Disse o guardião.
Mas então nos deram uma falsa informação, que causa muita confusão. disse o pobre homem.
-Não, não, respondeu o guardião. Na verdade eles prestam grande favor a nós, pois por lá ficam todos aqueles que são capazes de abandonar seus melhores amigos.

La Professorina - Par Ademar Lizot

domingo, 23 de outubro de 2022

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Par ascoltar la stòria clica soto:


 



La Professorina

    Se anca tanto tempo ga passà, ancora ricordo del suo  viso rotondo, dei so  òcii negri, grandi e sereni.  Dela boca picinina, che quando la ridea, due file de denti bianchi, regolari e perfeti  mostrea. Dela Santa passiensa che la gavea par instruir e educare, par far crecere cultural e emotivamente, soratuto ntela formassion del caràter, parché la passea el mensàgio che semo in questo mondo par crear un ambiente acoliente, par tratar a tuti con rispeto e gentilesa, par alsar sù na recìproca fedùcia e evitar discussione evitàbile. La me cognossea perfetamente, savea i mei punti dèboli, sia scolàstichi, sia del mio caràter. Savea dela mia relassione co`i altri aluni, ze zera tristo o alegro, se me gavea sucedesto qualchecosa,  se non gavea mia dormi ben, o ciapà qualche refredor. Al momento de risponder le questione scolastiche, la serchea de assarme confortàbile e, mano a mano la me ga condusi nte quei ani del stùdio elementare.  Posso dir che La stea de pi insieme a mi, che la mia mama, che la zera sempre in serca de so afari,

     La scola che ndea studiar l`éra na caseta de tàule de pin e, stesso a ela, ntel interior   del Rio Grando del Sud, gavea de pi de mila, i ghe ciamea ‘Brizolete”, in omàgio al governador del stato. Dentro dele so rùsteghe parede go fato tuto el  fondamental e, la signora professorina, solitamente me ga ensegnà tute le matèrie elementare, che nel vero senso dela parola vol dir i primi ensegnamenti. De matemática, i numeri, par con sicuresa far le conte rudimentare. Del idioma brasilian, leder e scriver con giustesa el modo indicativo, i verbi e substantivi. Dela geografia, che el nostro pianeta, compagno dei altri el ze rotondo e, el Brasil, dela Mèrica Latina el pi grando. Anca la stòria dela antighità, la epopèia dela umanità.

  Co`i òcii pieni de malinconia finisso questo  nostàlgico rilato  de quando  gavea tanti sogni in testa e, ndea a scola come se fusse a na festa.  Così sol me resta dir..

  Gràssiemile  signora  Teresina, mia prima professorina.


 A Professorinha

    Terezinha se chamava minha primeira professorinha. Tinha rosto redondo, olhos grandes e serenos e boca pequenina, que ao rir, duas fileiras de dentes brancos e perfeitos mostrava.  Santa era sua paciência para instruir e educar, para fazer crescer cultural e emotivamente, principalmente na formação do caráter, pois passava uma mensagem que estamos no mundo para criar um ambiente acolhedor, para tratar a todos com respeito e gentileza, para construir uma recíproca confiança e evitar discussões evitáveis. Ela conhecia perfeitamente meus pontos frágeis, seja escolar, seja de caráter, sabia de meu relacionamento com os outros alunos, se algo me tinha acontecido, se bem não tinha dormido, ou estava gripado.

   Pequena era a escola que estudava e, igual a ela, no interior do Rio Grande do Sul, havia mais de mil. Eram chamadas de ‘Brizoletas” em homenagem ao governador Leonel Brizola.  Dentro de suas rústicas paredes  a mesma professora ensinava todas as matérias do ensino básico, que no verdadeiro sentido da palavra, quer dizer  os primeiros ensinamentos. Da matemática os números, para fazer as contas rudimentares com segurança. Do idioma português, ler e escrever acertadamente o modo indicativo, os verbos e substantivos. Da geografia, que nosso planeta, assim como os outros, é redondo e, o Brasil da América Latina é o maior.   Da história, a epopeia humana.

  Assim concluo este nostálgico relato, de quando tinha tantos sonhos na testa e ia á escola como se fosse a uma festa. Assim, só me resta dizer...

 Muito obrigado  dona Teresinha, minha primeira professorinha.

La pala prigionera (giugo) - Ennio Zecchin

terça-feira, 18 de outubro de 2022

 


Incoi Ennio raconta par noantri come che zera el giugo dela "Palla Prigioniera", in talian se podaria tradure par "pala prigioniera" o sinò "bola prigionera", qua ntel Brasil sto giugo se ciama  "queimada" o ntel sud del paese "caçador", che significa brusada e caciador respetivamente..

Ndemo a le règole:

Par giugar ghe ocore una pala(bola) e due squadre. Ogni squadra ga bisogno de 3, 4, 5 o de pi giugadori. Ogni squadra resta de una banda del campo e si fa la conta par saver chi scomìnsia.

Dopo dela conta fata la squadra vincitora scomìnsia a giugar la pala verso i aversàrii. El obietivo ze tocare el aversàrio con la pala, se el obietivo ze rivà, o sia, se un dei giogadori aversàrii ze tocà par la pala alora questo ze fato "prigioniero", e questo bisogna ndar ntel fondo dela squadra nemica.

Se invesse el aversàrio ze bon de ciapar la pala in man sensa dassarla cascar, chi ze el prigioniero ze quel che gavea giugà la pala, e questo alora va drio ai so aversàrii.

Dale volte par non risciar del aversàrio ciapar la pala in man se pol anca alsar ben in alto e par sora dela squadra nemica far la pala rivar fin al so prigioniero che ze la dela altra banda.

Quando una squadra fa tuti i giugadori aversàrii prigionieri questa squadra ze la vincitora.


Palla - Bola

Caçador - Caciator

Queimada - Brusada, bruciada.

La stòria de Grazia Deledda - Ademar Lizot

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

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Léngua talian.


Fonamentà nte una risserca ghe raconto de Grazia Deledda, la prima dona Italiana a vìncere el prémio Nobel de literatura.

La se ciamava Grazia, Grazia Deledda, par dir con vera precision. Nassesta de una fameia contadina del paesel de Nuoro, in Sardegna, nel ano 1871.

Grazia fin de picinina, leser zera el suo piaser, e quando la fenisse el quarto ano elementare, i so genitori i ghe dise che zera tempo de assar là de studiar.

- Parché i  bràssi i ze pi importante ntela rossa, che la testa in scuola.

Grazia non capice mia quele parolasse, parché ghe piase tanto studiare!

Ma Grazia a qualche modo, coì pochi libri disponìbile,  la studia a casa e, cossì la ga scopri un vero piaser al scriver.

Ai 17 ani la rimete un pìcolo raconto a un periòdico di Roma, che par sorpresa lo publica.

Grazia la festegia, ma la notìssia ntel suo paesel ze un scàndolo, anca el pàroco se une a le male léngue. I genitori i serca de farla ressansirse dela rasion, spiegano che le done toca tender la casa, questo el giusto, dei boni costumi.

Ma Grazia non si rende, e continua a scriver, ma soto na granda dificultà, la fà le valise e parte a Roma, capital dela Itàlia, ndove crede de non esser mia giudicada, per la pretension de scriver. Però al rivar i scritori e inteletuali la varda de su a zo. 

- La ze una dona e, anca sensa instrussione, chi che la crede de esser na scritora? Ma Grazia non crede de esser qualche una e continua a scriver.  

Ai 29 ani trova Palmiro, un sincero e gentil omo, che entra con garbo ntei so pensieri e nela so vita. i diventa marito e sposa. Palmiro non ze sol contente de gaver na sposa scritora, ma assa el so laoro par diventar el so agente.

Alora Grazia scrivi i libri che la ghe piase e, i so libri in verità i riva ai òcii dela Academia Reale dela Suècia, cossì nel 1929, Grazia Deledda diventa la prima dona Italiana a vìncere el prémio Nobel de literatura.    

Tradução para português

 

      Baseado em uma pesquisa na WEB, lhes conto de Grazia Deledda a primeira italiana a conquistar o prêmio nóbel de literatura.

  Ela se chamava Grazia, Grazia Deledda para dizer com mais precisão. Nasceu em uma família campesina, na localidade de Nuoro, Sardenha, Itália, no ano de 1871.

Grazia, ainda de menina, ler era seu prazer.

Ao terminou o quarto ano elementar, seus pais lhe disseram que era tempo de parar de estudar,                 pois seus braços eram mais importantes na lavoura, que sua cabeça na escola.

Grazia não compreendeu aquelas rudes palavras, pois gosta tanto de estudar. Mas de qualquer modo, com os poucos livros disponíveis, continua a estudar e descobre o verdadeiro prazer de escrever.

Aos 17 anos ela envia um pequeno conto a uma revista de Roma, que para sua surpresa o publica.

Grazia festeja, mas em sua cidade é um escândalo, até o pároco se une as más línguas. Seus pais lhe pedem para ‘recuperar’ a razão, explicam que a mulher deve só cuidar da casa, isto é o mais justo para os bons costumes.

Grazia não se rende e continua a escrever, porém abaixo de grandes dificuldades, faz a mala e parte para Roma, capital da Itália, onde acredita que não será mais julgada pela pretensão de escrever. Porém ao chegar os escritores e intelectuais a olham de alto a baixo, e dizem;.

”-È uma mulher, e ainda sem instrução, como pode querer uma escritora ser?”

Mas Grazia não qualquer uma e continua a escrever. Aos 29 anos encontra Palmiro, um sincero e gentil homem, que entra em seus pensamentos e vida. Tornam-se marido e mulher. Palmiro além de feliz por ter uma esposa escritora, deixa seu trabalho e torna-se seu agente.

Então Grazia escreve os livros que gosta e seus livros em verdade chegam aos olhos da Academia Real da Suécia e no ano de 1929, Grazia Deledda torna-se a primeira Italiana a vencer o prêmio Nobel de Literatura.


Una stòria de Caciador - Ademar Lizot

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

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Par ascoltar la stòria, clica soto:


Una Stòria de caciador 

   Me ricordo de`n di, la par i ani setanta del sècolo passà, quando par la prima volta son ndato caciar. Portea una s-ciopa calibre vintioto e, de compagnero un cagnet snasador, che al rivar al campo  nte`un s-ciantin el ga fato saltar par sora dele gramigne due rècie longhe e saliente de una lebre.  Due tire, squasi simultànie, go sparà e par tera la go rebaltà. El suo coro non l`é stà mia sufissiente forte par difenderla dei baletoni e, se anca la zera in agonia el can la ga ciapà in boca e svelto la me ga menà ai mei piè.  La gavea el peto sbregà e, intanto che so pìcola e rotonda lèngua, fora dela boca saltea, l`é rècie longhe se movea, come se la volesse querzer i òcii, par non veder mia tanta brutalità. De là un s-ciantin la ga scominsià a sfredar e le vigorose gambe a tremolar, come se la fusse in serca de una ansiosa speransa de salvassion. L`éra una imàgine bruta de veder, però tanto surpredente che me obrighea a osservarla, co`l sentimento che i so spaventadi òcii negri, querti par un vel gialdo, i zera el spècio de so ànima, che  con reprovassion i me sguardea, come  se la volese  dir...

 - Varda la crudeltà che te me ga fato!.

 Al vederla patir tanto dolor, me ga spontà un sgrisolon de pietà ntel cuor e, intanto che so vita ndea via, la go acarecià ntela testa e peto, che par via dela s-ciopetada  gavea sbregà.

  Me ricordo de ritornar casa co`l sentimento che gavea vivesto na speriensa veramente traumatisante, quando go buo el crudèle piaser de copar e anca la tranquilisadora consolassion  de èsser pietoso.  Ntele fontenele dela testa me polsea la colpa del pecà  che gavea comesso, quando go senti satisfassion al strassinar una vita, de una  creatura del Sior-Dio.  Ntela ànima gavea la sensassion de esser pi selvàgii che le bèstie predadore, che copa solche par sassiar la so fame e, mi, un cristian civilisà, go copà solche par piaser. Par cavàrme fora ileso de quela crudèle situassion, go sepoli la povera bestioleta e, de cuor go giurà de mai pi far quei bruti mistieri.  Questa la atitudini pi acetàbile de chi porta rento del peto un cuor de carne e sangue e non de sassi e matoni.   


A Caçada

  Eu me lembro de um dia, lá pelos anos setenta do século passado, quando pela primeira vez fui caçar. Levava junto uma espingarda calibre vinte e oito e de companheiro um cachorro farejador, que ao chegar ao campo, num instante fez saltar acima das gramíneas as duas orelhas grandes e salientes de uma lebre. Dois tiros quase instantâneos disparei e por terra a derrubei. Seu couro não foi suficiente forte contra o chumbo quente. Embora o bicho estivesse em agonia, o cachorro a abocanhou e aos meus pés a depositou. Seu peito estava rasgado e, enquanto sua pequena e redonda língua, para fora da boca saltava, as orelhas longas se moviam, como se quisessem tapar os olhos para não ver tamanha brutalidade. Dali a pouco ela começou a esfriar e as vigorosas pernas a tremular, como se fosse em busca de uma ansiosa esperança de salvação.

  Era um cenário triste de se ver, porém tanto surpreendente que me obrigava a observar, com o sentimento que seus esbugalhados olhos negros, cobertos por um véu branco, eram o espelho de sua alma, que com reprovação me olhavam, como se quisesse dizer...

  -Veja a crueldade que me fizeste, quando teu dedo acionou o gatilho da espingarda!

  Ao ver aquele sofrimento, senti no coração de piedade um aperto e, lhe acariciei cabeça e peito, enquanto sua vida se esvaia.

 Eu me lembro de retornar a casa, com o sentimento de ter vivido uma experiência verdadeiramente traumatizante, pois tive o cruel prazer de matar e também o tranquilizador subterfúgio de ser piedoso. Porém nas veias da cabeça me latejava a culpa do pecado cometido ao sentir satisfação de liquidar a vida de uma criatura de Deus. Na alma tinha a sensação de ser mais selvagem que os animais predadores, que matam só para saciar a sua fome e, eu, homem civilizado, matei por prazer.

Para amenizar aquela cruel situação, sepultei o pobre animalzinho e, de coração jurei de jamais caçar novamente, esta é a única atitude aceitável, de quem dentro do peito, guarda um coração de carne e sangue e não de pedra e tijolo.


In cima al Tonale - Música com legenda e tradução

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Baixe o áudio dessa música clicando aqui.

Sugestão de postagem Gilberto Grando



Logo abaixo do vídeo confira a letra e tradução:

 


Italiano (Canzone contro la guerra)


In cima del Tonale ci metterem la giostra
Diremo a Cecco Beppe che questa è casa nostra.
Bim bum bom
Al rombo del cannon!

In cima ai Monticelli c'è l'ufficio passaporti
Quei che vi montan vivi ne ridiscendon morti
Bim bum bom
Al rombo del cannon!

Il Nostro Bataglione è salito sul Tonale
È stato dieci mesi gratandosi il piviale
Bim bum bom
Al rombo del cannon!

La su ci son i ghiaciai con tuti i lor conforti
C’è tutto per i vivi e il luto per i morti
Bim bum bom
Al rombo del cannon!

Ma dopo pochi mesi il general comando
Ci dice per riposo su la gaver dimando
Bim bum bom
Al rombo del cannon!

A Edolo ai comandi son tutti quanti eroi,
van raccontando agli altri quel che abbiam fatto noi
Bim bum bom
Al rombo del cannon!

Il nostro battaglione há fatto la Battaglia
A quei che stano a Edolo han dato la medalia
Bim bum bom
Al rombo del cannon!

Tradução (Música contra a guerra)


No topo do Tonal vamos colocar o carrossel
Diremos a Cecco Beppe que esta é a nossa casa.
Bum bum bom
Ao estrondo do canhão!

No topo do Monticelli há um escritório de passaportes
Os que sobem vivos descem mortos
Bum bum bom
Ao estrondo do canhão!

Nosso Batalhão escalou o Tonal
Foram dez meses coçando a capa
Bum bum bom
Ao estrondo do canhão!

Lá em cima estão as geleiras com todos os seus confortos
Tem tudo para os vivos e luto pelos mortos
Bum bum bom
Ao estrondo do canhão!

Mas depois de alguns meses o Comando Superior
Ele nos diz para descansar até segunda ordem 
Bum bum bom
Ao estrondo do canhão!

No Edolo nos comandos são todos os heróis,
vão dizendo aos outros o que fizemos
Bum bum bom
Ao estrondo do canhão!

Nosso batalhão fez a Batalha
Aos que estão em Edolo deram a medalha
Bum bum bom
Ao rugido do canhão!

Pupà de sete fiole - Per Ademar Lizot

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Scarica la stòria clicando qua.
Ascolta la stòria clicando soto:


De Sete Fiole e el Pupà

    Baseà ntei ricordi de me fradel, ghe raconto de Inossent Spamezan, un omo de mesa età, de sete fiole pupà. El zera un cristian sémplice come na scorsa voda de mandolini e, parvia de esser picinin, meno de metro e sessanta de altessa, tuti lo ciamea de Inossentin. Nte quel tempo che i òmeni taiea fumo e i preti vestia la batina negra piena de botoni, el zera de star ntela località de Lìnea Bela, paesino sù par i monti dela "Serra Gaúcha" e la so fameia zera una dele tante de orìgine véneta de quela località.  Ai sìnque ani de età, al magnar angurie calde, nte un giorno de istà, el ga pati na bruta stomegal congestion e, de lì In vanti una insipiente balbessa se ga imparonà del suo parlar e completamente balbo el ga diventà. Quando el se fermea par dir na parola, el fea fin pecà.  Ciusea i picinini òcii e struchea i grissi mostàcii, come se i fusse i colpéboli dela so balbessa e, inquieto come un caval vanti dela tempesta, le parole ghe vignea fora de un modo strambo, che ale volte fin i cagni i ghe sbaiea adrio e, anca sempre gavea qualchedun che ghe piasea tirarlo in giro, quando el passea i ghe dissea:

- Inossent, laora tanto e non ciapà gnente.

- Nde a mè, mè, mè merda! El ghe rispondea.

 La so pi granda ambission zera esser pupà de un bambin màschio, parché nte quel  tempo  un maschieto portea grand contentamento al pupà, ma  a Lu ga tocà de contentarse solche con bambine, parché tute le volte che'l domandea al Sior un tosatel ghe vignea na toseta e, cossì de sete fiole el ga diventà pupà. Tute bele e sémplisse contadine, che esibia la soavità de ragasse sicure de so belessa, con un modo sémplice de farse remirar e, che bei nomi che le gavea; Isabela, Agostina e Carmela, Amàbile, Pierina e Adele e la bambina Giovanina.  

  A ogni volta che una nassea, i visini ghe domandea:

 - Alora Inossent, in fine ga rivà el maschieto?

 - Non, non, sol solche me me vi vien ga, ga gaite, so so sora ga ga gaite, el rispondea.

  Un giorno, dopo de tanti ani passadi, son ritornato al paeselo e, al visitar el simitero, in meso al campo santo gavea so tomba e soto dela rùstega crose, ntela làpide zera scrita una frase che sintetisea tuta la so vita.

 “Qua riposa Inosent Spamezani, el caro Inossentin, che ntel trascorer dela vita no`l ga buo la gràssia de esser pupà de un maschieto bambin.  

Ademar lizot.


Batésimo, crésima e prima comunion de sti ani - Ennio Zechin

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Baixe o áudio desse texto em português clicando aqui.

Ouça em português a história abaixo:

  


 Secondo Ennio Zecchin, sti ani in Itàlia dopo circa de un mese o poco de pi che zera nato el bambin i ghe batesea. Ntela serimónia in ciesa ndea el pupà e i sàntoli, però la mama stea casa. Dopo dela serimónia fata, el bambin zera portà casa intanto el pupà e i sàntoli ndea magnar in qualche *tratoria. Dopo col tempo ga cambià un poco e almanco el disnar zera fato casa, cossì la mama che ancora non partessipea dela serimónia almanco la partessipea del magnar in fameia.

    El nome dei bambini zera seliesto par i genitori, generalmente zera nomi de parenti morti e anca zera costume che el primo fiol gavesse el nome del so pupà.

    Quando el putel o la putela fesse sìnque o sei ani el fea la crésema. Nantra volta la pora mama la restea casa parché la non podea partessipar. Se fusse un toso bisognava esser un sàntolo uomo, se fusse na tosa gavaria bisogno de esser una fémena come sàntola. Squase sempre una zia, o la nona, o ancora una sorela pi vècia zera la sàntola dele tose, par i tosi zera alora el nono, un zio, un fradel pi vècio. Nantra curiosità ze che in Itàlia zera costume ciamar de sàntoli, anca tuti i fradei dei so sàntoli.

    Zera anca costume, che i sàntoli portesse par regalar i fiossi una colana fata de **bussolà, veramente quela de magnar, se ciapea i bussolà e impiantea rento un spago parvia che fusse possìbile picarlo sul col. Dopo dela serimónia, mentre finia el di, i pena cresimadi magnea sti bussolà picà su pal col.

    Anca de regalo i sàntoli dei tosi i ghe dea a lori un orològio e le sàntole ghe dea a le tose una catenina de oro, ma tantìssime volte ricevea de regalo sol la colana de bussolà.

    Quando i tosatei fesse sete o oto ani, i fea la prima comunion. Prima de ndar a scola i imparava el catechismo in ciesa, però quei che i zera massa lontan dela ciesa i fea el catechismo dopo dela scola. I traversea a pie tuta la campagna par ciapar la dotrina.

    Par la serimónia dela prima comunion anca la mama la podea partessipar. Dopo dela serimónia ndea tuto casa par disnar. Tanto par batésimo, crésema come anca par la comunion el magnar zera sempre lo stesso: Menestra, pasta suta, carne lessa, carne al tòcio, contorni de staion, o sia, insalate che se gavea par quela època del ano e qualche dolsi.

    La mama ga scominsià partesipar dele serimónie de batésimo e crésima sol dopo dei ani sessanta. Ntel batésimo ga una spiegassion, in véneto i dise che la dona la ze in "pajoana", ma par capir meio, come el batésimo sucede con 30 giorni o 40 giorni dopo de nasser el bambin, alora la dona la ze ancora in quarantena, e se credea che la non podea mia ndar via de casa, la restea sarada par non ciapar malatie parché la gavea el "buso verto". Ma zera anca tradission che le mame non podea partessipar dela crésima dei fioi e gnanca del matrimónio dele tose, ma sora el matrimónio ndemo parlar in una altra publicassion.

*Tratoria - Uma espécie de restaurante, porém simples e regional. Geralmente as tratorias servem pratos típicos da sua região, comida caseira que se pode comer em casa no dia a dia.

**Bussolà - Rosquinha. No caso era literalmente feito um colar rosquinhas comestíveis que depois durante o dia o recém crismado poderia comê-lo.

Para qualquer outra dúvida, não esqueça que temos nosso dicionário on line.

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