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sábado, 25 de novembro de 2017

A história de Angelo Giusti, compositor da mais famosa música italiana no Brasil

Angelo Giusti (1848-1929)

Angelo Giusti nasceu na Itália e fez parte das primeiras gerações de imigrantes da Colônia Caxias, da qual Nova Trento - atual Flores da Cunha - pertencia até 1924. Passou grande parte de sua vida no Travessão Rondelli, onde cultivava a terra e escrevia poesias.

O poeta-agricultor fazia os poemas e canções durante o dia na lavoura, e de noite, à luz de velas, passava tudo para o papel. Com sua charrete - puxada por um cavalo branco - ia até a sede da vila, onde o Frei Capuchinho Exupério de La Compôte, transformava as letras em partituras.

Autodidata, Giusti sabia ler e escrever, mas nunca frequentou escolas. Aprendia e gravava a melodia de memória e, aos finais de semana, nos encontros de igreja e nas festas comunitárias, cantava com seus conterrâneos as composições que criava.

Angelo Giusti deixou inúmeros poemas, inspirados na fé pessoal, na religiosidade e nos acontecimentos da sua época, entre eles o consagrado "La Mèrica", o qual a tradição oral atribuiu a adaptação da obra à sua autoria.


Capela e Cemitério N.Sª do Carmo

Logo após a chegada dos primeiros imigrantes que formaram a comunidade do Travessão Ronddelli na 15ª légua da antiga Colônia Caxias¹, foi providenciada a construção de uma capelinha de madeira. A escolha do santo que daria nome ao templo inicialmente não teve unanimidade entre as famílias, que se dividiam entre devotos de São Miguel e de Nossa Sra. do Carmo², a eleita com o passar do tempo. A atual capela de alvenaria, inaugurada em 1951, resultado da união de esforços da comunidade, guarda em seu interior as imagens da Padroeira e de São Miguel.

Os primeiros sepultamentos desta comunidade eram feitos ainda na Vila de Nova Trento, atual

Flores da Cunha. Depois de instalado o cemitério local, por volta de 1920, os enterros se davam em covas feitas direto na terra, onde eram colocadas cruzes de ferro com a inscrição dos nomes, datas e mensagens dos familiares.

Neste cemitério, que faz parte da Sociedade Capela Nossa Senhora do Carmo, encontram-se os restos mortais do poeta Angelo Giusto, ilustre morador desta comunidade.

¹ As famílias Pagno, Sozo e Pirolli foram as primeiras a se instalar nesta comunidade, em 1878, vindas da região do Vêneto/Itália.

² A Ordem do Carmo teve origem no século XII, quando um grupo de eremitas se instalou no monte Carmelo, Palestina, iniciando um estilo de vida simples e pobre, ao lado da fonte de Elias, o qual teve a visão da Virgem naquele local.

Terra do Galo

Flores da Cunha é conhecido como a "Terra do Galo". Tal alcunha advém de um episódio ocorrido por volta do ano de 1934, quando um mágico teria passado pela cidade e prometido, durante o espetáculo, que cortaria a cabeça de um galo, e que com uma mágica, o faria cantar novamente. Porém, na hora da apresentação, o mágico, tendo entre os presentes algumas autoridades, viu-se aos apuros e fugiu deixando os presentes por algum tempo a esperá-lo de volta ao palco. O mágico nunca mais foi visto e o povo foi para casa sem compreender o que havia acontecido. Isso foi motivo de muita vergonha e deboches, advindos muitas vezes de moradores do município vizinho. Somente na década de 1960 foi possível revistar o passado e recontar a história da vergonha como uma história de graça e de alegria.

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