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RÁDIO AMICI DEL TALIAN NO AR

domingo, 28 de abril de 2019

Urussanga, retratos da memória - Por Prof. Gil Karlos Ferri


Urussanga, retratos da memória

Por prof. Gil Karlos Ferri

Do núcleo colonial fundado em 1878 ao dinamismo atual, o município de Urussanga passou por intensas transformações em sua paisagem ambiental e humana.
Neste artigo, confira algumas imagens repletas de memórias da terra dos Vales da Uva Goethe e Capital Catarinense do Bom Vinho.

Urussanga 1941
Vista parcial da Praça Anita Garibaldi e Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição (em fase final de construção).
Foto: Santos Felippe,1941.
Acervo: Jornal Panorama.


Urussanga anos 40
Avenida Presidente Vargas, com Praça Anita Garibaldi e Igreja Matriz ao fundo, em dia de festa em honra a Nossa Senhora da Conceição (08 de dezembro), padroeira do município. Década de 1940.
Acervo: Vicente de Bona Filho.


Urussanga - Religião e vinho
“Religião, uva, vinho e carvão constituem a essência da história do Rio Carvão. Barulho, sinos, fogos, alegria, gritos, pessoas gesticulando e falando alto, correria, chapéus para cima, chapéus para baixo, chapéus que voavam. É mais um 21 de novembro e alguém gritava: ‘Viva La Madonna Della Salute! Viva a nossa padroeira!!’. E os demais davam um grito forte e demorado ‘Viiiivaaaaa!!!’. Identifique aqui seu nono, seu bisnono, nesta foto de homens e vinho, construtores de alicerces. Da esquerda para a direita, de pé: (Nia), (Nia), Vergínio Scarabelot, João Trento, Luiz Cesconetto, (Nia), (Nia), José Tonet, João Spada, Severino Cesconetto; agachados: Bépi Ceron, Pedro Trento, Antônio Trento, Antônio Quagliotto, João Ceron, Antônio Cimolin. (Nia: Não identificado ainda).”
Foto: Rio Carvão, Urussanga, 1929.
Fonte: MAESTRELLI, S. R. Do parreiral à taça: o vinho através da história. Urussanga: EPAGRI, 2011. p. 336.


Urussanga - Família de Giuseppe de Bona Sartor & Emilia Tramontin
Família de Giuseppe de Bona Sartor & Emilia Tramontin, tradicional família de imigrantes italianos estabelecida na colônia Urussanga em 1880.
Em pé, da esquerda para a direita: Matteo, Domenico, Elizabetta, Domenica, Luiggi e Angelo. Sentados: Lucca, Giuseppe, Diamantina, Emilia, Amadeo, Joana e Maria.
Foto: Sant’Ana do Alto Rio Carvão, Urussanga, 1914.
Acervo: Claudia Maccari de Bona Sartor.



Urussanga anos 30
Igreja Matriz de Urussanga, década de 1930.
Acervo: Paróquia Nossa Senhora da Conceição. Urussanga, SC.


Urussanga - Tropa acampada na Praça
Tropas de Getúlio Vargas acampadas na Praça Anita Garibaldi, em Urussanga, durante o golpe do Estado Novo de 1937.
Acervo: Edson João Mariot.


Urussanga - Escola de Santana
Escola elementar de Santana do Alto Rio Carvão, década de 1950.
Acervo: Michelina de Bona Sartor Piovesan.
Pesquisa: Edson João Mariot.



Urussanga - Praça Anita Garibaldi
Praça Anita Garibaldi e centro de Urussanga, final da década de 1940.
Acervo: Jornal Panorama.


Urussanga - Carvão
Escavadeira Marion, utilizada a partir da década de 1950 na extração de carvão na região de Urussanga.
Acervo: Henrique Mariot.
Pesquisa: Edson João Mariot.


Urussanga - Verginio Maccari
Verginio Maccari (1920 - 2015), filho de Antonio Maccari e Angela Tonetto. Soldado da Força Expedicionária Brasileira, combateu o nazi-fascismo na Itália durante a II Guerra Mundial. Retornou ao Brasil e casou-se com Matilde Ceron, estabelecendo-se com a família em São Joaquim, na Serra Catarinense.
Foto: FEB, 1944.
Acervo: Jaime Maccari.

Urussanga - Claudia de Bona Sartor
Claudia de Bona Sartor, nascida em Santaninha, Urussanga, aos 14 de abril de 1933. Filha de Amadeo de Bona Sartor e Maria Antonietta Maccari. Na década de 1940, assim como muitos urussanguenses, subiu a serra, estabelecendo-se e formando família no município de Anita Garibaldi. Destaca-se por sua dedicação comunitária, religiosa e social.
Acervo: Claudia de Bona Sartor.


Urussanga - Rosina Maccari Gastaldon
“Ora estimulante, ora tranquilizante, o vinho é a fonte da eterna juventude. Em Urussanga, mais precisamente na localidade de Santaninha do Alto Rio Carvão, Rosina Maccari Gastaldon, de 104 anos, tece elogios ao vinho. Imagine você que pesquisas futuras poderão confirmar que o vinho também emagrece. Que corrida às pipas!”
Fonte: MAESTRELLI, S. R. Do parreiral à taça: o vinho através da história. Urussanga: EPAGRI, 2011. p. 68-69.
Imagem: Diário Catarinense, 29 de fevereiro de 2009.  
 

Urussanga - Linha Rio Maior
Placa em homenagem aos pioneiros imigrantes italianos, que se instalaram na localidade de Linha Rio Maior, a partir de 1878.
Foto: Henry Goulart, 2017.


Urussanga - Capela De Santaninha
A primeira capela de Sant’Ana do Alto Rio Carvão foi construída em madeira, em 1898. A imagem da santa foi doada por Giuseppe de Bona Sartor, que assumiu a função de capelão por diversos anos. No local também eram ministradas as aulas para as crianças da comunidade. Por volta de 1940 foi iniciada a construção da atual igreja (foto), sendo a obra concluída em 12 de dezembro de 1948.
Foto: Mariana de Lorensi, 2016.


Urussanga - Passado Presente
Atualmente, da mesma forma que seus parreirais de uva Goethe, Urussanga continua a render bons frutos. “La Benedetta”, como é carinhosamente chamada, mantém viva a memória daqueles que contribuíram para tornar essa terra uma das mais promissoras do Estado de Santa Catarina.
Foto: Luiz Carlos Bora, 2017.



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sexta-feira, 26 de abril de 2019

La Lètera del nono - Ademar Lizot

Ascoltemo la stòria:



La lètera del Nono


Un fiol che a lontan de  casa se va!  Disdoto ani el gaveva de eta,
Al s-ciarir del di el se ga parecià... Vestito con robe de festa, capel de veludo negro in testa e ben montà nte un  caval de fedùcia e rivador.
La mama co`i òcii pieni de làcrime,  ga domandà...-Dìmelo fiol per carità andove ti va?
- Cara mama, vao via a cercare altro mondo!
- Caro fiol, che`l Signor ti benedissa e  racomando de tuti giorni dir su le preghiere,  insieme del Siquerio de Santantoni, che noantri anca pregaremo par ti.

  Transcoreva el ano de 1894 quando nostro nono Umberto Lisot el ga volesto andar via de casa,   18 ani gaveva de eta e  nte quel tempo la Provìnsia de San Piero  zera soto la brutalità dela Revolussion Federalista, mèio dir una lota de crueltà intrà de fradei, de na banda gaveva la trupa dei “maragati”, de fassoleto rosso  e de quel'altra la trupa dei “ximanghi” de fassoleto bianco nel col. L`éra un tempo in che í òmeni í fea la guera parvia de una bandiera e i se copea parvia  del color d`un fassoleto. Tempo de crueltà, che el scanamento l`éra desgrassiadamente una atitudine abituale dei  conbatenti co`i prisioneri, parvia che tanti gaussi i gaveva la cativa de esser degoladori.
Nel transcorsso de  quel tempo de brutalità, un giovenot de sàngue veneto ntele vene,   ga risolvesto andar via de casa, parvia che`l   gaveva el desidèrio de mèio cognosser el paese che ani vanti gaveva acoiesto so gente e anca imparar  el suo idioma formale. Dopo del adio, par tre ani el se ga lontanà dei genitori e fradei, tre ani co`l  cuor pien de malinconia, sempre laorando e infrontando una mùcia de dificultà.  Cossì el tempo ga passà, fin  che ntel mese de disembre de 1897,  giorno vanti del nadal el ga ricevesto  una lètera  co la caligrafia bruta d`un cantadin, però piena de parole de dolcessa e cossì scrita:...
  “- Caro fiol, felice nadal,  tre ani fà che  ti sei partisto, tre ani e no gavemo mai desmentegá  el giorno dela to partensa e nel trancorsso de questo tempo  la mama povereta la ga pianzesto tanto che gnanca pi làcrime la ga più. Sempre ricordo  quela domènega de matina che piovea e quela piova  che   vignea zo pimpianeto la zera compagno el nostro pianto quando te ga dito:..  "- Vao via a cercare altro mondo!"  Quel giorno anca mi go pianzesto nel profondo de me ànima.  Adesso con  questa caligrafia bruta d`un contadin scrivo par domandar, par farte el invito de cuor e ànima  de ritornar a casa insieme dei fradei e genitori.  Mi e la mama semo belche vècii de cavei grisi e el viso pien de rughe e  gavemo tanti laori de far, e par portar la vita avanti, bisognemo dela to testa, dei  to brassi e del tuo soriso de fedùcia, de chi no ga mea paura de gniente.  Vanti de finir, bisogna dirte che ga La fiola de nostro visin el signor Lanfredi, de cuor e ànima la te aspeta.  Adesso la ga disdoto ani de eta, l`é na tosa belíssima, de ànima lìmpida e pura e parona d`un caráter pien de bontà che rento del cuor   porta la speransa del tuo ritorno, par  insieme a te  alsar su una nova  faméia, piena de amor,  laoro e credensa   in Dio.”
Caro fiol, Felice nadal, insime de San Giuseppe, la Madona e el bambin Gesù.
De to vècio pupà, Giosuè Lisot.

(TRD.)                      A Carta Do Avô

  Um filho que sai de casa e pra bem longe se vai.
  Dezoito anos completou, clareava o dia se aprontou!
 A mãe perguntou:...-Diga meu filho para onde vais?
 Com sua benção minha mãe, vou conhecer o mundo!
 Que Deus te abençoe meu filho e não te esqueças de todos os dias fazer tuas orações, pois nós também estaremos orando por ti.
 Transcorria o ano de 1894 quando nosso avô saiu de casa, 18 anos tinha de idade e naquele tempo o Rio grande do Sul estava sob a brutalidade da Revolução Federalista, uma luta cruel entre irmãos, de um lado os Maragatos de lenço vermelho e de outro os Chimangos de lenço branco no pescoço. Era um tempo em que os homens lutavam por uma bandeira e matavam pela cor de um lenço. Tempo de barbáries em que a degola era desgraçadamente uma atitude comum dos combatentes para com os prisioneiros de guerra.
 Pois foi no transcorrer daquele tempo brutal que nosso avô resolveu sais de casa, pois ele tinha o desejo de melhor conhecer o pais que anos atrás havia acolhido sua gente e também aprender seu idioma oficial. Assim por três anos ele viveu distante dos pais e irmãos, trabalhando e enfrentando muitas dificuldades com tristeza no coração. Assim o tempo passou até que no mês  de dezembro de 1897, véspera de natal, ele recebeu uma carta, com letra rustica de colono, porem repleta de palavras fraternas e assim escrita:...
  Querido filho, Feliz Natal, três anos fazem que partiste, três anos em que ainda não esquecemos o dia de tua partida e no transcorrer deste tempo tua mãe chorou tanto que nem lágrimas tem mais. Sempre lembro daquele domingo que chovia e aquela chuva que caia suave, era igual a nossas lágrimas no momento que tu dizes-te...-Vou em busca de um outro mundo! Neste dia eu também chorei o pranto que vinha de m`alma. Hoje com esta letra rustica de colono te escrevo para convidar-te de alma e coração que retornes a tua casa, junto dos pais e irmãos. Nos agora estamos velhos, de cabelos brancos e face cheia de rugas, também temos ainda muito trabalho a fazer e para levar a vida adiante necessitamos de tua cabeça, de teus braços fortes e principalmente daquele teu sorriso de confiança quem não tem medo de nada. Antes de finalizar quero dizer-te que a filha de nosso vizinho Sr. Lanfredi, também te espera. É uma bela moça que agora completou 18 anos de idade e possuidora de caráter pleno de bondade que traz no coração a esperança de junto a ti formar uma nova família baseada no amor, trabalho e fé em Deus.

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terça-feira, 16 de abril de 2019

La quarèsima - Fidùcie dele persone

Cari fioi, siamo n'tela quarèsima, tempo de pregar e non fare bacan parché el Diaolo ze in giro!

Questa frase li su, son sicuro che i piu vècii tuti ga ascoltà la mama, el papà o la nona dir arquante volte n'tela quarèsima. I di de incoi se ga perso el vero senso dela quarèsima. I ghe fa bali, festa, i ghe magna carne, i ghe ride dele persone che ancora rispeta. Ma se incoi ze pochi che fa atension a queste cose a ani indrio zera ben difarente.
Se credea che n'tela quarèsima el Diaolo ze lìbero parché Gesù el ze la n'tel diserto drio sofrir par dopo morir.
Non si dve far bacan, festa e dispeti par rispeto al nostro Signor che el ze la quaranta giorni drio tribular. Non si puo andare a far la càcia parché se vede el Diaolo, non si magna carne n'tele vendre soratuto n'tel Vendre Sacro parché l'è la carne del pròprio Gesù.
Ndar far filò n'tela quarèsima anca non se lo feva, ma se magari lo feva sempre sucedea qual'cosa de bruto e spaurante. I nostri vècii i sempre gavea una stòria par racontar sora questo. L'era el Sanguanel che lighea le grene dei cavai, la strega che fea qualche maledission e cossì a vanti.

Anca soratuto n'tel Mèrcole de Sendre e Vendre Sacro non se feva la colassion a la matina. Se feva el gigiugno fen el disnar che dopo se magnea pessi.

Se ga mancà qualche ricordo scrivete qua soto cari amici!
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segunda-feira, 8 de abril de 2019

Par la colònia vai - Nilso Ziglioli e Jacir Luiz Grando


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Par la colònia vai 
Talian
 Nilso Ziglioli e Jacir Luiz Grando

I dise che par la colònia vai
col poco lucro che resta refrão
fin de stimana sensa soldi
mi vao stesso a far festa

Domènega go fato un sorasco
la meio carne che ghenera
tanto fogo che mi go fato
go detonà fin la soraschera
*mi gavea invità ei amici
par giugar la mora e le carte
bever vin, cantar e rider
contar stòrie, fròtole e arte

Son tornà criar galine
par ciapar soldi mi speto
son stà un maestro nte a vita
ben educà e con rispeto
*go gravà anca un cd
no sò se le restà bon
incoi mi son aposentà
canto e sono el me violon


Rit + introdussion

Una granda verità
un amigo el me ga dito
se la ze piena de busi
la vita non va polito
e quei che i ze pi furbi
i se pica nte una teta
se i cognosse ben de distante
i ga un carimbo nte a paleta

Cada volta sempre pi vode
le ze le scarsele mie
squasi che moro de voia
ndar te a casa de le zie
là ghen’è tosate bele
vìver momenti de alegria
far festa e bever bira
sensa soldi no da mia

Rit

Tradução

PRA COLÔNIA VAI
Autor: NilsoZiglioli
Refrão

E dizem que pra colônia vai,
Às vezes a coisa aperta
Fim de semana sem dinheiro
Mesmo assim eu vou pra festa

Domingo eu fiz um churrasco
A carne era de primeira
De tanto fogo que eu fiz
Até detonei a churrasqueira
Na roça eu planto de tudo
Às vezes eu faço besteira
Até treinei um bode
No trator pra cortar parreira

Eu voltei a criar frangos
Pegar dinheiro não tem mais jeito
Fui um professor na vida
Educado e com respeito
Eu já gravei um cd
Sei lá se ficou perfeito
Hoje estou aposentado
E vivendo do meu jeito

Refrão:

Eu falei pro meu amigo
Têm estradas sem valeta
Os que vão bem na vida
Cada um tem a sua teta
Fui fala com um sujeito
Disse ele não se meta
Sou colono bem moderno
Tenho um carinho na paleta

Quando eu saio de casa
Minha carteira quase vazia
Fico louco de vontade
De ir na casa das tias
Lá têm lindas garotas
Adoram tomar cerveja
É a receita pra alegria
E acabar com a tristeza





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sábado, 6 de abril de 2019

I boari(Os boiadeiros) - Leonardo Quaggiotto

Giusi Zenere – I boari

Ma io, girando da ormai vent'anni l'Italia, go fato 'na distinsion fra i nostri boari veneti, i padovani son gran dotori, i venesiani xè gran signori, con Rovigo non m'intrigo, el veronese dà de mato, ma el vicentino, come me, resta... Magnagato!

A Milano fasso gnanca tempo vardarlo, gnanca ciamarlo, el me core par soto.

Sfatiamo questa cosa, non è vero, a Vicenza i gatti non li mangiamo. Io c'ho un gatto a casa, sai? Se ciama
Napoleone, e mi me ciamo Giuseppina, 'ndemo d'acordo. Oto chili, na belva! No lo magno perché non rieso a ciaparlo.

E comunque io di nascita son trevigiana, quindi el gato lo taio col radicio, in boca el gusto cambia, eh!

Se poi pensi che sono minimo 5 o 6 anni che ogni volta ti ripetono che semo in crisi, che l'Italia è in crisi, che semo in crisi. Beh, i gatti si sono immolati alla causa, restano sotto le nostre tavole e smiagolano in maniera diversa: memagneo, memagneo... me magneo? Psss. Si adattano.

Il veneto te poi ciamarlo boaro, è orgoglioso! Siete mai stati alla fiera del bestiame de Montorso? Varda
che son rimasta impressionata davanti a due mucche, vache, ciò, a loro te poi dirlo, no le se rabia mia!!

Una era tuta bianca, l'altra era tuta nera. Ho chiesto al contadino: “Me scusa, quala dele do vache fa più
late?” - “Quela bianca, a bianca fa venti litri de late al giorno” - “Perbacco, venti litri, quela nera?” - “...
anca!”
“Senta, quala dele do vache magna de più?” - “Quela bianca, a bianca, a magna venti chili de fien al
giorno, ah, magna come un cavalo” - “Quela nera?” - “...anca!”
“Senta, n'altra domanda, quala dele do vache la pesa fisicamente de più?” - “Eh, beh, quela bianca, quela
bianca pesa tre quintali e meso .” - “Mamma, no la vedo grossa. Quela nera?” - “...anca!”



Giusi Zenere – Os boiadeiros


Mas eu, indo há vinte anos para a Itália, tenho feito uma distinção entre nossos boiadeiros vénetos, os
 de Padúa, são ótimos doutores, os de Veneza são ótimos senhores, com Rovigo não me ponho, os de Verona enlouquecem, mas os de Vicenza, como eu, continua ser.... come-gato!

Em Milão nem consigo olhar para ele, nem chama-lo, que ele corre por baixo das minhas pernas.

Dissipamos esta coisa, não é verdade, em Vicenza nos não comemos os gatos. Eu tenho um gato em casa, sabe? Ele se chama de Napoleão, eu me chamo de Giusefina, nos damos bem. Oito quilos, uma fera! Eu não o como porque não consigo pega-lo.
E, contudo, eu sou citadã de Treviso por nascimento, então eu mexo o gato com a chicória,
na boca o sabor muda, né!
Se depois você acha que há 5 ou 6 anos que cada vez eles repetem para você que estamos em crise, que a Itália está em crise. Bem, os gatos sacrificaram-se pela causa, ficam abaixo das nossa mesas e miam de um jeito diferente: memagneo, memagneo... me magneo (me comam, me comam)? Psss. Eles adaptam-se.
Você pode chamar o vêneto de boiadeiro, ele tem orgulho disso! Vocês nunca foram à feira do gado de Montorso (cidadezinha perto de Vicenza)? Olha que eu fiquei impressionada na frente das duas vacas.
Uma era toda branca, a outra toda preta. Perguntei ao agricultor: “Desculpe, qual das duas vacas produz mais leite?” - “A branca, a branca faz vinte litros de leite cada dia” - “Nossa, vinte litros. E a preta?” - “...

Também!”

“Olhe, qual das duas vacas come mais?” - “A branca, a branca come vinte quilos de feno cada dia, hum, ela come como um cavalo” - “E a preta?” - “... Também!”

“Olha, uma outra pergunta, qual das duas vacas fisicamente pesa mais?” - “Hum, bem, a branca, a
branca pesa três quintas e meio” - “Nossa, não parece assim grande. E a preta?” - “... Também!”
“Olhe, eu fiz três perguntas, você sempre respondeu-me a branca, por que?” - “Porque a branca é minha”

- “Ah, é sua? E a preta?” - “...TAMBÉM!”
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quarta-feira, 3 de abril de 2019

La pestada del Orco - Roberto Arroque

“Chi mete el piè in te una pestada del Orco perde el rumo.”
Cosi i dizeva i nostri vècii al tempo che tuti i credeva nel Orco, un personage
mitològico de la cultura taliana, squàsi tipo un diaolo. Sto ente el se divertiva a caminar in
volta de par tuto sol par ver el gusto de far perder-se quei pori can che ghe tocava ndar par
andove chel zera passà lu. I diseva che tante volte el Orco, che'l zera gran grando, con
arcoanti metri de altessa, el se meteva in sima un passàgio con un piè par ogni banda de la
strada. E quei che ghe passava soto, sia a piè o sia a caval, dopo i se perdeva.
E Orco el zera anca bon de deventar pìcolo e meterse in fondo le fontane e i possi
sol par quei che ndava tor àqua véderlo là soto e spaventarse. Mal lu ghe piaseva più
ancora ndar caminando involta co'i so savatoni par assar de par tuto le so peste invisìbile.
Luiz De Cesaro, el “Gigion”, un dei meio cantori che Serafina gà cognossesto, el
confirmava con fati presensiadi pròpio par lu.
- Una volta, quando mi zera tosatel. Racontava Gigion. Me fradel el se gà
perso ben darente casa nostra, passando in meso un poche de piantele che lu el ghe saveva
fin el nome una a una... El ze ndato impegnarse in te un spinèr che ghe zera là. El gà osà
par aiùto, me pare el ze ndà acudirlo, e quando domanda par cosa che'l se gaveva metesto
par so voia in meso a i spini, el gà dito chel se gaveva perso. Ghe pareva de esser in te un
sarandì banda el rio Carero, e el gaveva paùra de vegner fora de là e negarse. Varda ti... El
rio el zera arcoanti chilòmetri de là. L’è stà una vita tirarlo fora de in meso el spiner.
Seguro che'l gaveva pestà ntela peca del Orco...
“Tanti ani dopo” –continuava la stòria Gigion—“quando mi romai gaveva fioi
grandi, una sera me visin el gà perso el rumo al passar a caval devanti casa mia andove
che'l gaveva passà cento mila volte. El ze ndà fermarse dentro de la me piantassion...
“El gà percoresto tute le carere de mìlio che ghe zera piantade noantri. Magari,
gavemo savesto sol al giorno drio, vardando le pestade del caval. El feniva una carera, el
fea la volta e el ndea rento par quel’altra, sensa mai rabaltar una gamba del mìlio alto.
Tuta la note, l’è stato là...
Quando che'l gà fenìo quel tragieto, l’è ndà fora dela rossa drito su par un baranco, ndove che'l se gà rabaltà e perso una sinela. Romai zera matina, co'l sol alto. Lora che’l gà recognossesto andove che'l zera. E el gà ciapà un scurton par ndar casa sua sconderse de la vergogna...

“Mi e i me fioi gavemo catà la sinela, gavemo recognossesto che la zera la sua, e
semo ndati portàrghela. Lora el visin el me gà contà come che lu la gaveva persa: el se
gaveva visto n'te una strada strània. E dopo, in meso el miliaral più grando dela so vita,
che'l ghe gà metesto tuta la note par travessarlo. Fin che'l ze cascà su pa i sassi e el se gà
catà n'tei fondi de la me tera.
“Tuti savèvino che, par lu gaverse perso de quele maniere là, zera parché el gaveva
passà co'l caval su de una peca del Orco. E anca se la zera la sata del caval e nò la sua,
quela pestada là la lo gà fato perder el rumo.
“Quel caso el gà sucedesto de verità!” –el feniva de contarla Gigion. “Magari che nissuni confonda con le pestade del Orco quei che perde la diression e i scomìssia a ndar a torno pena che i vien fora de la bodega. A quel fato se ghe ciama nantra cosa...”
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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Nova Trento


Ascoltemo el Lizot parlar:



  NOVA TRENTO. LA CITÀ DE SANTA PAOLINA


 La cità de Nova Trento ntea Provìnsia de Santa Catarina, ze la cità de  Santa Paolina del Cuor in Agonia de Gesù  e de suo santùario. La  stòria de questa bela cità,  ga scomìnsia na`mùcia de ani vanti dei primi emigranti Trentini rivar nel paeselo.
            El primo registro che se ga dela ocupassion  ze del ano de 1834, quando la bela e selvàdega region, dela  bassada del fiume “tijucas” zera abità solamente per í bùlgheri e l`é bèstie de ferossità, alora nte che`l ano ga vignesto al paeselo na`mùcia de persone, mèio dir sploradori dela Mèrica del nord, che`i gaveva la intenssion de rissercar legno dele piante dela floresta  che gaveva in abondansa in tuta la region. Cossì i ga parecia un ingegno de segar torade, andove di de ancoi le localizata la piassa del munìssipio.  Í ga fato la splorassion dela floresta fin el ano de 1838 quando í ga sbandona el imprendimento parvia del infrontamento de na`mùcia de dificultà. 
             El corso dela stòria del paeselo se ga fermà del  1838 fin al 1875, ano che  ga scominsia  rivar el primo grupo de fameie dela region del Trentino-Alto Àdige, che fin al 1920, l`era teritòrio  del impero Austro-Ungarese e nò d`Itália. Ì zera tuti quanti Trentini, mèio dir tirolesi che parlea el idioma talian. Dopo nel 1900 ga scominsia a rivar na mùcia de fameie anca dela Lombardia e del Veneto, che dopo de desbarcadi nel porto de Itajai, i dimorea due giorni par rivar al paeselo, 70 km a lontan.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Di de ancoi Nova Trento ga el titolo de  onorabilità de esser la cità  più italiana de Santa Catarina e so bandiera sgorla al vent co`i medèsimi colori dela bandiera d`Itália.  L`é  anca la cità parona del secondo polo turìstico religioso del Brasil, parvia dela pelegrinassion dei fedeli che vien trovar la cità, con  so credensa in Santa Paolina e  dir preguiere nel  santuário  in omàgio ala  prima Santa Brasiliana.  Cossì l`é Nova Trento, soratuto parvia dela determinassion al laoro deiso gente,  bravi imigranti e dissendenti, che la ga alsada sú co`l sudor che ghe scoreva par el viso. L`é una region abità par persone de gratanta credensa,  religiossità e caráter pien de bona fede.  

Ademar Lizot.

(TRAD.)    NOVA TRENTO, A CIDADE DA SANTA MADRE PAULINA

 
A cidade de nova Trento em Santa Catarina, é o município onde está localizado o Santuário em homenagem a Santa Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus. A história desta bela cidade começa muitos anos antes primeiros emigrantes trentinos chegarem na região.
   O primeiro registro que temos da ocupação é do ano de 1834, quando a bela e selvagem região do vale do rio tijucas era habitada somente pelos bugres a animais ferozes. Foi naquele ano que chegaram a localidade alguns exploradores da América do Norte, com a intenção de retirar madeira da floresta que havia em abundancia na região. Eles exploraram as madeiras da floresta até o ano de 1838, quando devido a dificuldades intransponíveis tiveram que abandonar o empreendimento. Então o curso da história do munícipio estancou de 1838 até 1875, quando começou a chegar o primeiro grupo de famílias da região do trentino-alto àdige, que até 1920 era território do império Austro-Hungaro e não italiano. Eram famílias Trentinas melhor dizer tirolezas que falavam o idioma italiano. Depois de 1900 começaram a chegar várias famílias da lombardia e do venêto, que desembarcavam no porto de Itajai e demoravam depois 2 dias para chegar ao seu destino, 70 km distante.

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