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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Eu e meu pai em Talian - Mi e me pupà

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Adaptação para o Talian Jaciano Eccher
Interpretação: Jaciano Eccher

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Mi e me pupà


Olha lá o meu pai                               Varda la me pupà
Com as mãos calejadas                     Con le man pien de cali
Perdendo seu resto de vida               Drio perder so resto de vita
No cabo da enxada                           Su’l mànego dea sapa

Eu não queria que fosse assim        Mi non voleva che fusse cossì
Pra mim seria tudo diferente            Par mi saria tuto difarente
Queria ter meu pai na cidade           Voleva me pupà in cità
Morando alegre junto da gente         Tanto Felice ensieme co a gente

De que vale ter diploma                    De che serve gaver stùdio
Ter conforto, ter de tudo                   E el diploma la ntel fondo
Se não posso ter em casa                Se non go ntela me casa
Aquele que me pôs no mundo         Chi ga me portà ntel mondo

Estudei por tantos anos                    Go studià par tanti ani
Para tirá-lo daqui                                Par un di torlo de qua
Meu esforço foi em vão                     Ma me sforso se ga perso
Porque ele não quer ir                      Parché lu non vol ndar

Quando é de madrugada                 E co ze rivà l’aurora
E o dia vem chegando                      E el di ze drio rivar
Ele escuta seu despertador              Ze la che’l ghe ascoltà la sveia
No poleiro, cantando                        Nel poliner cantar

Ele chama seu melhor amigo              Lu ghe ciama el so mèio amico
Que sai latindo e correndo na frente   Che el salta sbaiando davanti
E vem pro trabalho pesado                 El va ntel laoro in campagna
Aqui debaixo deste sol ardente           Soto quel sole gran tanto scaldante

Nesse carro eu me vejo                      In questo auto me vardo
Bem vestido e perfumado                   Ben vestì ben profumà
Sofro tanto vendo ele                         Non me piase veder lu
De suor, todo molhado                       De sudor tuto bagnà

Olha a condução do velho                  E la màchina del vècio
Numa corda amarrada                        In una corda ligada
Olha a geladeira dele                          Varda el frigo de sto vècio
Lá na sombra encostada                    Ntel ombria smentegada

Quando é de tardezinha                    Quando el sol se ne va
Vai pra sua casinha                            Me pare torna casa
Comer seu feijão com arroz               Magnar la polenta e radici
Feito no fogão à lenha                       E el vin che zo che vaga

E na sua poltrona de angico            E nela so carega di paia
Ele vai sentar comovido                   Lu el va sentarse un s-ciantin               
E na tela maior do mundo               Ntanto el ghe pensa distante
Ele contempla seu filme preferido   bevendo el ùltimo goto de vin

Na televisão do velho                       La television del vècio
Não tem filmes de bandidos            Non si fa veder banditi
Não tem filmes policiais                   Non ga cose che fa mal
E nem filmes proibidos                    non ga filmi proibiti

No canal do infinito                         Nel canal del infinito
Sua TV é ligada                              La so TV ze impissada
Só aparecem as estrelas               La se varda sol le stele
E a lua prateada                            E la luna slusegada

Olha lá o meu pai                          Varda la me pupà


Letra original em português

Cesar e Paulinho


Olha lá o meu pai
Com as mãos calejadas
Perdendo seu resto de vida
No cabo da enxada

Eu não queria que fosse assim
Pra mim seria tudo diferente
Queria ter meu pai na cidade
Morando alegre junto da gente

De que vale ter diploma
Ter conforto, ter de tudo
Se não posso ter em casa
Aquele que me pôs no mundo

Estudei por tantos anos
Para tirá-lo daqui
Meu esforço foi em vão
Porque ele não quer ir

Quando é de madrugada
E o dia vem chegando
Ele escuta seu despertador
No poleiro, cantando

Ele chama seu melhor amigo
Que sai latindo e correndo na frente
E vem pro trabalho pesado
Aqui debaixo deste sol ardente

Nesse carro eu me vejo
Bem vestido e perfumado
Sofro tanto vendo ele
De suor, todo molhado

Olha a condução do velho
Numa corda amarrada
Olha a geladeira dele
Lá na sombra encostada

Quando é de tardezinha
Vai pra sua casinha
Comer seu feijão com arroz
Feito no fogão à lenha

E na sua poltrona de angico
Ele vai sentar comovido
E na tela maior do mundo
Ele contempla seu filme preferido

Na televisão do velho
Não tem filmes de bandidos
Não tem filmes policiais
E nem filmes proibidos

No canal do infinito
Sua TV é ligada
Só aparecem as estrelas
E a lua prateada

Olha lá o meu pai



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terça-feira, 4 de agosto de 2020

Vem aí... Novo Livro de Ivo Gasparin

Primeiramente quero dizer que se você não leu nenhum livro de Ivo Gasparin você com toda certeza perdeu de se emocionar de verdade com lindas histórias ambientadas na linda Serra Gaúcha.
Já postei resumo e minha opinião sobre dois livros do autor, basta clicar nos nomes deles para acessar a publicação. Segredo de Pedra e A Maldição do Padre.

Mais um livro chegará em breve as bancas. Você já pode comprar o livro digital clicando aqui. Se trata do Livro......... Confira o Prefácio escrito por Juvenal dal Castel:



Prefácio

Difìssile è parlar dela Prima Semensa sensa resistir ala tentação de contar la stòria porque, irresistíveis também são os personagens e as cenas. Una stòria de imigranti que partem da Itália com a única alternativa de esser felici ntel Brasil; aquilo que seria a única chance, tiveram que encarar como uma oportunidade única. O autor é prodigioso na criação do enredo e fundamentalista nos fatos e acontecimentos, baseados em documentos e relatos reais.
Como o cacto floresce em lugares onde aparentemente é impossível nascer qualquer semente, Gasparin consegue preservar o amor e a paixão como elemento principal que move, motiva, compensa e justifica o duro trabalho dos primeiros imigrantes. Ele notabiliza o amor dei nostri coloni taliani e, fazendo justiça, os coloca no mesmo altar das grandes paixões que a humanidade registrou. La forsa de La Prima Semente só é entendida se compreendido o seu potencial que, só se manifesta quando a vemos romper as rochas e a terra com flores e frutos.
Com objetividade, o autor sintetiza toda a irresistibilidade dela scaldante passion da adolescência em Rosalina. No silencioso grito de liberdade, ela desafia a resistente autoridade do pai compensada pelo afeto, compreensão e bondade da sua mãe. Rosalina, feito Eva, guarda amorosamente a Felix Culpa de um pecado muito original, cujo fruto proibido do ventre trazia um Salvador. Gasparin redime o pecado da mentira, pois ela é como água quente, danosa nas costas do gato mas ideal para um bom chimarrão.
O autor consegue fazer a paixão dialogar com a gratidão e consegue encontrar oásis para a felicidade onde tudo parece estar perdido e irreversível.  Também enxerta argumentos eloquentes e objetivos contra a injúria e difamação moral. Reposiciona a Igreja como mãe; única mãe espiritual no momento, longe das inquisições vaticanas, protegida pelas sombras das araucárias, abençoa e rega com vinho os pecados dos imigrantes, verdadeiras sementes de uma nova e próspera civilização.
Quando temos que transpor uma montanha passando por uma caverna escura e cheia de labirintos, da qual não temos certeza de encontrarmos sua saída e sequer o caminho da sua volta, por um instinto de segurança, levamos um barbante que, ao menos garantiria o caminho da volta. Essa garantia nos dá coragem para não abandonarmos a travessia. Rosalina, provavelmente só ela tinha esse barbante que, por si só, já era suficiente para sua felicidade. A história relativiza os laços de sangue que nos ligam ao passado e reforça os laços da solidariedade e amor que constroem o futuro.
Atenção, caro leitor, esse livro pode estragar tua noite de sono, por isso aconselho a não começar a ler perto da meia noite, não esquece que no dia seguinte tu terás que levantar cedo para trabalhar. Outra, se tu conseguires não chorar ou ao menos te engasgar, de duas, uma, ou tu tens algum problema ou eu tenho que me tratar.
Porto alegra, RS 27 de Junho de 2020
                                                                                                      Juvenal Jorge Dal Castel[1]







[1] Escritor (Grigialda Galina Contadina), Poeta, Compositor Musical, Mestre da Cultura Popular 2018 / Ministério da Cultura, Presidente da Associação dos Difusores do Taian.

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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Identità - Ademar Lizot


Ascoltemo Ademar Lizot racontar la stòria:



                                                           

                                        Identità

   Nte`un giorno dela primavera del 57 go rivà a questo mondo, la mia madre se ciamea Gigia e el pupà Toni e, lori due i me ga fato sensa gnanca una belessa special, naso meso grando, òcii con un brilo de speransa e, cuor che dentro del peto bate par la semplissità. La prima dolcìssima parola che go pronunsià l`é stà mama, quela Santa che sguardea ntel profondo de m`anima e, de ela go eredità el sentimento de dignità e con ela ogni istante zera felicità. La seconda parola che go pronunsià l`é stà pupà, quel omo che gavea la man pesada e un ciaro de tempesta nel vardar. De lu go eredità solche una guaiaca voda de schei e, el coraio par caminar nel mondo.
   El prete Egídio con so batina negra piena de botoni me ga batesimà nte`una cieseta  localisatà par sora de una colina.  Cossì go deventà cristian co la ingènua ilusion che`l pupà e la mama i zera fati de fero e oro e, de sta manera i gavea de viver par sempre e insieme a me, però quando se ga fini la mia infansa, ga fini la mia dolse ilusion e, el fero  ga deventà carne e oss e, el oro sangue e cuor e, quando go scominsia a me cognosser par gente go capi de esser la semensa de un póvolo òrfano de Pàtria, che a 140 ani indrio ga assà la so tera de orìgine e con coraio ga infrontà la forsa e la belessa del grando oceano e, in questo stragrando paese, i se ga metesto ntei boschi vèrgine ribaltando piantone a colpi de manera, par verder fora strade e portar civiltà a una tera selvàgii e, in questa odissea sensa arme i ga alsa su sogni de primavera e pace.
   De tosatel, dela boca sapiente dei vècii go tirà  ensegnamenti;  che parlar l`é argento e taser l`é oro, che bisogna scavar el poss vanti de patir sè e, che el sudor de nostro laoro el perde la so rason, quando gavemo formento  e nò spartimo mia el pan.  Dela professora Teresa go imparà a leser e scriver,  nte una scoleta de taule de pin, che andea montà nte un caval petisso, manso e meso vècio e, l`é sta dela so schena che go ciapà el mio primo rabalton e quando me go alsà su del teren, go visto che ntel suo vardar sorpreso gavea un dòssile domando de perdon.  
   De Giovenot parlea co`l sotache de “Gringo” parchè nò zera mia bon de pronunciar con giustessa la letra R, alora sempre gavea una boca ignorante par ciamarme de grosso, però in quei momenti gnanca stea inrabià parchè savea che el mio parlar con quel forte acento Vèneto evidensieva la mia orìgine,  fata de cerno de angico e sassi de taipa metesti a posto con passiensa e caprìssio.  Cossì con umiltà go porta la vita avanti, fin che nte un giorno go guadagnà el mio primo e dolcissìmo bàcio, l`é stà dei dolci lavri de una tosa de cavei e òcii negri e, dopo de quel indesmentegàbile regalo go capi che nò gavea gnancauna vocassion par èsser prete.
   Adesso dopo che go perso tanti giorni dela mia vita son deventà  vècio e, in confidensa conto vècie stòrie dela mia gente, conto de chi tuto e gnente podeva, conto de speransa e sentimenti e,  ntele mie stòrie el passà l`é sempre presente, però go anca la consienssa de che el mondo ga cambià e, che son drio viver nte`n novo tempo de distànsie curte, inchietùdine longhe e aflission permanente, un tempo in che se ga silensià i campanei dele ciese vode de cristiani e calà la vose dela sensatessa, però in questo novo mondo no go solche eta su par l`é spale go anca 140 ani de stòria e, i  mei antenati a ogni giorni i me dis che`l sàngue che core ntele m`vene el ga de morir e risussitar par nantra volta risguardar quele che me piase e venero.

Ademar Lizot.

(Trad.)                     Identidade

Sou de um tempo sem pressa e sem conforto, minha mãe se chamava Luiza e meu pai Antonio e, eles a mais de 60 anos me fizeram sem nenhuma beleza especial, nariz meio grande, olhar com um brilho de esperança e coração que bate pela simplicidade. A primeira doce palavra que pronunciei foi mãe, aquela santa que enxergava no profundo de minha alma, dela herdei o sentimento de dignidade e, junto dela todo instante era felicidade. A segunda palavra que pronunciei foi pai, aquele homem que tinha a mão pesada e um lampejo de tormenta no olhar,  dele herdei uma guaiaca vazia e a coragem para andar no mundo.
O padre Egídio com sua alma justa e sua batina preta cheia de manchas e botões, foi quem me batizou, na igreja São João Batista, localizada acima de uma coxilha. Então me tornei cristão com a ingênua ilusão que meus pais eram feitos de ferro e bronze, de prata e ouro e, assim eles viveriam para sempre junto a mim. Porem quando findou minha infância findou minha doce ilusão e aquele  ferro e bronze tornou-se carne e osso e a prata e ouro, sangue e coração e, quando me conheci por gente entendi que sou a semente de uma gente órfão de Pátria, que a 140 anos atrás deixou sua terra de origem e com coragem enfrentou toda força e beleza do grande oceano e, quando chegaram a este pais continente, se meteram nas florestas virgens para derrubar arvores a golpes de machado e, assim abrir estradas e  trazer civilização a uma terra selvagem, em uma odisseia sem armas construíram sonhos de primaveras e paz.
Quando era menino da boca sábia dos velhos tirei ensinamentos; que falar é prata e ouvir é ouro; que é preciso cavar o poço antes de bater a sede e, que o suor de nosso trabalho perde sua razão quando temos trigo e não compartilhamos o pão. Foi a professora Teresa, uma santa que me ensinou a ler e escrever, em uma escolinha 7 km distante, os quais fazia montado em um cavalo petiço, mansinho e meio velho e, foi de suas costas que cai meu primeiro tombo e, quando me alevantei vi nos seus olhos um pedido de perdão.
Naquele tempo ainda não conseguia pronunciar a letra R com perfeição e, assim falava com sotaque de gringo, então algumas bocas ignorantes, as vezes me chamavam de grosso, porém naqueles momentos nem me batia a raiva porque sabia que aquele meu falar evidenciava a minha origem feita de cerne de angico e pedras de taipa, colocadas com paciência e capricho. Assim com calma e humildade levei a vida por diante, até que um dia ganhei meu primeiro beijo, foi dos doces lábios de uma jovem de cabelos e olhos pretos e, depois daquele inesquecível regalo tive a certeza que não tinha nenhuma vocação para ser padre.
Agora que vivo minha velhice, sei que perdi muitos janeiros e, que sou um simples mortal, não um santo, sou somente um homem de sentimento sempre em busca da verdade e, em confidencia conto velhas histórias da minha gente,  conto sobre quem tudo e nada podia, conto sobre esperança e fraternidade, por isso em meus escritos o passado está sempre presente, todavia tenho a consciência de que o mundo mudou e estou vivendo em um novo tempo de distancias curtas e longas aflições, em que silenciaram os sinos das igrejas vazias de cristãos e calou-se a voz da sensatez, mas neste novo tempo, sei que não carrego  nos ombros somente idade, mas também 140 anos de história e a voz dos meus antepassados a cada dia me diz que o sangue que corre em minhas veias a de morrer e depois ressuscitar para novamente resguardar aquilo que gosto e venero.

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sábado, 18 de julho de 2020

Una Stòria del Ovest del Parana - Ademar Lizot

Ascolta la stòria racontada par el scritor:


                                 Una Stòria del Ovest del Parana  - Ademar Lizot   
        
    Questa l`é una stòria in realtà sucedesta nel tempo dela colonisassion del Ovest del Parana, quando ga rivà i primi contadini gaussi d´orìgine Taliana; un de quei bravi l`é stà el fradel dela mia madre.  Ntel ano 52  el ga vendesto so proprietà  nel interior dela cità de Encantado RS e, dopo     el ga  comprà  un bel toco de tera con pignal, nel Teritòrio Federal del Iguaçu,  atual cità de Toledo, PR e,  in quel medèsimo ano con so fameia el partisto e nte una longa giornada, dopo de quatro giorni de viaio i ga rivà.  El transporto dela mudansa l`é stà fato par el zio Faustino, paron de un camignon Ford modelo 47.  
  I primi giorni ntel novo paesel i ga passà sensa gnanca una contrarietà, ma dopo de due passà mesi la  compagnia  che s`incarichea de vender tere, la ga rivendicà la pose dela proprietà, però quela rivendicassion no la ze mia stada aceta par la giustìssia e,  de sta manera el zio ga confermà el suo domínio.  Tutavia quei i zera tempi che  ntel ovest del Parana squasi nissun gavea compromesso co l`lege e quando i pensea che se gaveva fini la barufa i ga ricevesto un cativo ultimato:..Una stimana par moverse via, liberar la proprietà o morir.  Alora el zio un contadin de pace e laoro, el ga andato in serca de aiuto,  però el delegado no`l podea far gnente. De sta manera  ga deciso difenderse e, par tanto el se ga parecià, prima el ga serca  rifùgio par la sposa e fiole ntela casa de amissi e dopo insieme dei due fioi, un de 18 ani de eta e altro de 22, i ga taià una piantona de angico e parecià in torno dela casa  due trinsiere.  Arme,  fora el  revolver 38 co`l mànego de marfin,  i gavea  solche una s-ciopa de due cani calibre dodese e altra calibre vinte e oto.
   Quando se ga fini el praso dela stimana,  un sabo vanti el s-curir,  nte`un Jeep co la capota de lona, ga capità i zagunsii e, el zio e so due fioi i zera sconti dadrio dele trinsiere.  Fora el sofero, gaveva altri  tre, i ga riva, disbarca e sguarda  la casa tuta serada sù e, insieme del  cagnet che sbaiea cativo, gavea in giro galine e due o tre porchi, cossì i  ga sospetà che gavea gente rento dela casa e,  co so pistole automàtiche “parabélum”,   i ga copà el cagnet  e, quelaltre bestiolete e, nte una granda sucession de spari,  i ga sbusà su tute l`é finestre e parede dela casa.
    Nò l`é mia fàssile descriver el senàrio de na lota de vita o morte, co`l  s-ciocar de tiri,  gridi de spavento e, el gèmito lamentoso dei feri,  dopo  la spusa dela polver e el cativo odor de sàngue e,  fursi quei che i ze drio leder nò i ga mia idea dela rovina che una s-ciopetada calibre dodese fà ntela pel d`un cristian, però nte una barufa cossì granda, l`é fondamental mantegner el sangue fredo e, cossì i ga fato, con tranquilità  i ga spetà fenirse fora  quela longa susession de spari, alora nte quel s-ciantin la s-ciopa de due cani, con so calibre de morte, ga scominsia el suo laoro fùnebre e, nte la prima s-ciopetada la ga strassinà  due zagunsii, quei altri i ga serca rifùgio nte altra banda dadrio del Jeep, andove par so desgràssia gavea  la  s-ciopa 28 e el revolver co`l mànego de marfin, e nantro bandido el ga abrassà la morte e, quelaltro se anca feri, el ga sparà in diression al bosco e assà un rasto de sàngue e,  fursi vanti de morir el ga capi che la casa de un omo la ze benedeta come el sacro altar de una ciesa, bisogna  rispetarla.
  Nte quel altro giorno ga rivà el delegado par portar via el Jeep e i zagunsii morti. Nissun ga ciapà prision, parvia che l`é stà una lota in legìtima difesa. Dopo de quel tristo sucedimento ga rivà la pace e prosperità nte quel paesel del Ovest del Parana.
Ademar lizot.


Uma História do Oeste do Paraná
             Esta história em realidade aconteceu, foi no oeste do estado do Paraná, quando chegaram os colonos gaúchos de origem Italiana. O irmão de minha mãe foi um destes bravos. No início dos anos 50 vendeu sua propriedade no interior da cidade de Encantado RS e, comprou terras com pinhais no interior da atual cidade de Toledo PR. O transporte da mudança foi realizado por seu irmão Faustino, com um caminhão Ford modelo 47. Partiram num domingo e depois de 4 dias chegaram, foi uma jornada longa a procura de uma nova esperança.
  Ao primeiros dias no novo lugar passaram sem contrariedades, porém não haviam passados 2 meses quando uma companhia imobiliária de terras reclamou a posse da propriedade.  A reivindicação não foi aceita pela justiça e, o tio confirmou o domínio da terra, mas naquele tempo no oeste do Paraná poucos seguiam a lei e não passou um mês para começar a intimidação seguida de um ultimato: Prazo de uma semana para liberar a propriedade ou morrer.
  Então o tio, colono de paz e trabalho, foi em busca de proteção junto das autoridades, porem o delegado nada podia fazer, sendo assim decidiu defender-se, primeiro buscou abrigo para a esposa e filhas na casa de amigos, depois com seus dois filhos, um de 18 anos de idade outro de 22, derrubaram um angico e prepararam duas trincheiras. Armas, além do revolver 38 com cabo de marfim, tinham uma espingarda calibre 12 e uma 28.
   Aquela dias transcorreram entre medos e incertezas com a eminencia de um ataque, por isso sempre tinha um de sentinela, então como os jagunços haviam prometido, ao findar aquela semana eles vieram e, o tio com seus dois filhos os esperavam nas trincheiras. Foi num sábado ao anoitecer, chegaram num Jeep com capota de lona e além do motorista tinha outros três. Desembarcaram em frente a casa que estava toda fechada e, no pátio junto do cachorro que latia furioso, havia várias galinhas e dois ou três porcos. Então suspeitaram que haviam gente dentro da casa e com suas pistolas automáticas “Parabelum”, mataram o cachorro e demais animais e, em uma grande sucessão de tiros esburacaram janelas e paredes.
  Não é fácil descrever o cenário de uma luta de vida o morte, com seus gritos de desacato, gemidos de dor junto dos  estampidos dos disparos, depois a fumaça e o cheiro forte da pólvora, misturada com o odor nauseante de sangue e terra e talvez quem ouça não faça ideia do estrago que um balaço calibre 12 deixa no corpo de um homem, mas posso dizer que em uma encrenca assim, fundamental é manter a calma e, eles com sangue frio esperaram cessar aquela longa sucessão de disparos, então a espingarda de dois canos, com seu calibre de morte iniciou seu trabalho fúnebre e, no primeiro disparo derrubou dois jagunços feridos de morte. Os outros procuraram abrigar-se atrás do Jeep, porem para sua desgraça la estava o revolver com cabo de marfim e o chumbo da 28, assim mais um abraçou a morte, o outro embora ferido disparou em direção ao mato, deixando uma trilha de sangue e, talvez antes de morrer compreendeu que a casa de um homem honrado é sagrada como o altar de sua igreja, precisa respeitar.
  No outro dia chegou o delegado para buscar o Jeep e os defuntos, não houve prisão, pois foi confirmada a legitima defesa. Despois deste triste acontecimento houve paz e prosperidade no oeste do Paraná.

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sexta-feira, 17 de julho de 2020

L'altra sera girando a venèssia ( La Barufa ) - Gruppo Bellunesi - Letra e tradução

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Confira o vídeo:


Talian - Gruppo Bellunesi

L'altra sera girando a Venèssia
Mi go visto impiantar 'na barufa
Ma savé che la cosa l'è bruta
L'è sucesso stimana passà.

Due gobeti de bassa statura
I parlava de cose secrete
Ma i gaveva una grande paura
Che la gente li stasse a ascoltar

I ga dito parole da ciodi
I ga dato da pugni ntel muso
Poi è andata finirla ntel buso
Quando l'alba scomìssia spuntar

Bruto gobo ga dito Matia
Va in galera risponde quel'altro
Se son gobo gnanca ti no sei drito
Su la schena tu sei scavessà

Go girato cità e paese
E go visto dei luoghi lontani
Ma ve digo che una rassa de cani
Come sti gobi no go mai trovà

Tradução


Outra tarde andando em Veneza.
Eu vi começar uma briga
Mas saibam que a coisa estava feia
Aconteceu semana passada

Dois anões corcundas
Falavam palavras secretas
Mas eles tinham muito medo
Que as pessoas os pudessem escutar

Eles falavam palavras de prego
E se davam socos na cara
Depois caíram em um buraco
E ficaram até o sol nascer

Corcunda feio disse Matias
Va pra cadeia disse o outro
Se sou corcunda você também não é reto
Você está com a coluna quebrada

Andei por cidades e países
E vi lugares distantes
Mas digo que uma raça de cães
Como esses corcundas nunca mais vi.



Postagem e Tradução Jaciano Eccher
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quarta-feira, 15 de julho de 2020

Quando e onde acontecerá a Live Taliani in Festa

Bom amigos e amigas que visitam frequentemente o SITE BRASIL TALIAN. A poucos dias colocamos tanto aqui no site como em nosso canal no youtube uma enquete onde você poderia votar dando sua opinião sobre a data em que aconteceria nossa live.
Não foram tantos votos mas temos um resultado, tanto no Site como no Youtube conforme você pode conferir na imagem a Sexta-feira ganhou.
Então respeitando a opinião da maioria dos nossos inscritos e leitores a nossa live denominada TALIANI IN FESTA  vai acontecer ao vivo sexta-feira, dia 24-07-2020 as 19:30 no canal Brasil Talian. Portanto clique aqui para acessar nosso canal, se inscrever e não esqueça de ativar o sininho para não perder essa nossa primeira live em que contaremos com a presença de vários cantores, locutores e humoristas do nosso Brasil. A Live obviamente acontecerá no idioma TALIAN.
Veja o convite de Alana Frosi:


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domingo, 12 de julho de 2020

Una Stòria de Amor - Ademar Lizot

Ascoltemo el scritor contarghe la stòria strucando soto:


                       
         Una Stòria de Amor

 A setanta cinque ani indrio ga prìnsipia una bela stòria de amor, l`é stà quando el mondo zera in guera, la pi crudele de tuti tempi e, quel romanso l`é stà eternisà par el cantor Vicente Celestino ntela cancion, “La Mia Gioconda”.
   I protagonista de questo romanso l`é stà el giovenot Gioan Piero Paz,   gausso dela cità de Caçapava del Sud,  23 ani la so  eta e,  soldà del Sètimo Regimento de Fanteria dela cità de Santa Maria e,  la tosa  Gioconda Iole Tredici,  17 ani de eta, Italiana dela comuna de Pescia, atual Provìnsia de Pistoia, region dela Toscana.  L`é stà ntel giorno 2 de lùlio  del 44 che`l  soldà Gioan ga imbarcà insieme dela Forsa Spedisionària del Brasil  con destin a la guera, ntela distante Itália. Ntel mese de setembre de quel ano  ga scominsia i combatimenti par derotar l`é  forse nemighe dela libertà, alora quel giovenot, co la abitual braura dei fioi dela Provìnsia de San Piero el ga confermà la tradission de guerero e, nte un testimònio de sangue e onor el ga combatesto par liberar Castelnuevo, Massarosa, Camaiore, Monte Castelo, Montese a altri paesei, fin che nte un giorno del mese de marso del 45, el soldà Gioan  se ga merità una folga e, el ga andato cognosser la comuna de Pescia, alora el destin ga scominsia el incàrico par ligar quele due ànime gemele. L`éra sabo e gavea  baile ntel salon del “Cinema Garibaldi” e, nte la prima mùsica che la orchestra ga sonà, el vardar de Gioan Piero  ga anda de incontro ai  òcii  dela bela Gioconda e, in sèghito i ga scominsia a balar e quel momento sublime  l`éra el prinsìpio de un grando amor, che ga culminà in matrimònio 
Ntel mese de maio ga fini la guera, co la derota dele forse “nazi-fascite”  e, ntel mese de lùlio del 45, la FEB vitoriosa, ga ricesto òrdine de ritorar al Brasil, però nissun podea  farse compagnar dele morose,  alora el soldà Gioan Piero, nel momento dela partensa,  el ga dito a so amor:...
“ -Io te voglio tanto bene, la mia vita ogii sei tu e, chiedo a Dio la gràssia de ritornar parchè desmentegarte nò posso più.”  
  Dopo de tre passà mesi  ga rivà una letera de Gioconda, co la notìssia che la zera gràvida e el bambin gavea de nasser ntel mese  de marso del 46. Alora dopo d`un tempo,  traverso de una procurassion i se ga maridadi , lu in Porto Alegro; ela in Pescia e, ntel mese de lùlio del 46 la ga rivà al Brasil co`l bambin  par viver insieme del suo grando amor e, che d`ancoi i ze ancora insieme nte la plenitù dela felissità, confermando che un grando amor gnanca el tempo el pol stusar.
Ademar Lizot.
(Trad.)                    Uma História de Amor
   A setenta e cinco anos atrás iniciou uma bela história de amor, foi quando o mundo estava em guerra, a mais cruel de todos os tempos e, este romance foi eternizado pela voz do cantor Vicente Celestino, na canção “La Mia Gioconda.”
Os protagonistas deste romance, foi entre o jovem João Pedro Paz, gaúcho da cidade de Caçapava do Sul, 23 anos sua idade e, soldado do 7 Regimento de Infantaria da cidade de Santa Maria, RS e, a  jovem Italiana, Gioconda Iole Tredici, 17 anos de idade, Italiana da Comuna de Pescia, atual Província de Pistóia na Toscana.  No dia 2 de julho de 1944, ele embarcou junto da Força Expedicionária Brasileira com destino a guerra na distante Itália. No mês de setembro do mesmo ano, começaram os combates para derrotar as forças inimigas da liberdade. Então o soldado João Pedro, com a habitual bravura dos filhos do Rio Grande do Sul, confirmou a velha tradição guerreira e,  num testemunho de sangue e honra lutou e para libertar Castelnuevo, Massarosa, Camaiore, Monte Castelo e Montese, até que no  mês de março de 1945 ele foi merecedor de uma folga, o soldado João foi merecedor de uma folga e,  junto de dois amigos foi conhecer  a Comuna de Pescia, então o destino se encarregou de liga-lo a sua alma gêmea.  Era sábado e tinha baile no salão do “Cinema Garibaldi” e, quando a orquestra iniciou a executou da música Moon Light Serenade, de Glen Miller, seu olhar se cruzou com o da jovem Iole Tredici, então ele tirou-a para dançar e assim iniciou aquele grande amor.
  Em maio de 45 terminou a guerra, com a derrota das forças nazi-fascistas e, em julho a FEB, vitoriosa recebeu ordem de retornar ao Brasil, porem os militares não podiam levar esposas ou namoradas, então no dia do embarque o soldado João Pedro, sabendo que era quase impossível, prometeu a sua amada de retornar para busca-la.
   Depois de três meses passados ele recebeu uma carta de Iole, contando que estava gravida e que o bebe haveria de nascer no mês de março, então por procuração eles casaram, ele em Porto Alegre, ela na Itália. No mês de julho de 1946 ela chegou ao Brasil para viver seu grande amor, ainda hoje em plena felicidade, confirmando que um grande amor nem o tempo pode apagar.

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quinta-feira, 9 de julho de 2020

Live "Brasil Talian in Festa" - Esse evento promete. Vote aqui em qual dia você gostaria que fosse exibido

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El giorno de levar su bonora par far sucro

Chi de voaltri ga vivesto questo tempo?

Quando rivava la stimana de far sucro la nostra vita cambiava de una maniera interessante. Sempre ntei giorni pi fredi del inverno zera el di de far sucro rosso. Se sveliava ben bonora parché se gavea bisogno de rangiar e pareciar tuto. El tòrcio, la careta, i bò, legno par far el fogo, el "tacho" e tuti altri atresi.
In questo vìdio Alana Frosi, una bela e brava tosata de San Giorgio (São Jorge-RS) netal "Serra Gaúcha" fa a tuti noantri che gavemo vivesto questo tempo ricordar anca con làcrima ntei òcii.
Zera un di de tribulassion parché zera fredo e se sporchea tuto, soratuto ntel momento de massenar la cana. Ma anca zera un di de contentessa e alegria dopo bever la "guarapa", magnar la "tira tira" (puxa puxa) e i gnocheti de sucro rosso.

Varda el vìdio e se scrive suito ntel nostro canal:

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sexta-feira, 3 de julho de 2020

El Professor ga Partisto - Ademar Lizot

Ascolta la stória che parla Lizot:


       El Professor ga Partisto

    All`alba de un giorno del mese de maio ga partisto el professor, el grande inteletual e dissionarista del idioma talian, el maestro Darcy Loss Luzzatto e,  ntel momento dela so partensa  no`l ga mia scorlà al vent el suo fassoleto bianco, solche co la ala del capel el ga fato un segno, un saludo co la  elegansa de un nòbile Veneto e co`l  onor de un contadin gausso e dopo, altiero  el ga caminà  par una stradeta ciara come la bianca neve, che lo portea  sempre  riva in sù e cossì el ga oltrapassà le nùvole, con destin al paesel stragrando del cielo.
   Nò go buo la fortuna d`esser stà aluno del professor Luzzatto e gnanca  el piaser de cognosser-lo viso a viso, solche traversso dela internet go trucà menssàgii, andove ghe domandeva l`opinion sora i mei scritii e, l`é stà na grande generosità dela so parte, parchè par de pi de na volta el me ga consilià.  Go acompagnà el suo laoro leteràrio andove sempre el ga credi nte la forsa del nostro idioma Talian e de la  stòria dei nostri antenati. Quei che lo cognossea i disea quel zera un omo afàbile,  sincero e paron de un parlar poético e quando i ghe domandea  del suo paesel de nassità el disea;.. “-Mi son dela “sera- gaussa”, son nassesto a la pinta ntel ano 34”, atual cità de Pinto Bandeira, che in quel tempo quel  la se ciamea Nova Pompéia e quela località, la zera consideràta la “Nova Itàlia”, solche dopo del 35 el goerno el ga metesto l`é óngie de fora e el ga cambià el nome del  paesel.  Fiol de contadini dissendeti dei imigranti Veneti,  ntel laoro stufante dela campagna el ga induri e de giovenot el ga anda in serca dela cultura, cossì el se ga laureà professor, scritor e paron de editrice. Prima la Sagra-Luzzatto, che la ze stada fondada ntel 23 de giugno del 67, co la denominassion de Editora  del Professor Ltda e dopo la D.C. Luzzatto Editores Ltda. Ntel ano 85 el ga publicà el primo laoro bilìgue el libro “Ghen`avemo Fàto Arquante” e, dopo tanti altri libri, come el dissionàrio  Talian/Portughese, ano 2000. Ntei so libri el contea polito la stòria dei nostri antenati, de quel che i gà portà d`Itália, sora stà maniera tanto bela de viver, el contea del pupà e dela mama, del nono e dela nona, la nostra nona taliana, che mai pi compagno a ghe`n sarà al mondo. Ntel ano 2010 el ga publicà el suo capo-laoro el dissionàrio “Portughese/Talian”, con 780 pàgine, cossì el daventà la pròpia enciclopédia del Talian e, ntel  transcorsso dela so vita el ga lota sempre par che i soi conterànei  i gavese afeto e rispeto par la stòria dei  antenati, el zera soratuto un difensor intransigente dela nostra léngua e dela nostra cultura e, el  sempre disea che;-“ Se salvemo la léngua materna, gavaremo salvà anca la nostra cultura!”  
   Gràssiemila al professor, che d`ancoi el ze drio viver ntel paesel stragrando del cielo, fursi drio pareciar qualche  libro ai Santi e, nte quel giorno del mese de maio, quando el ga rivà, el ga saludà a San Piero e l`é stà  acoliesto par i frati Rovílio costa e  Alberto Vitor Stawinski, autor del primo dissionàrio e la prima gramática del Talian e, insieme dei frati gavea el professor  Honório Tonial e Piero Parenti, che insieme de altri maestri  i viverà finchè un dissendente dei imigranti taliani el crede in te la so cultura e parla con orgòlio el so idioma, el Talian.
Ademar Lizot.

(trad.)                       O Professor Partiu
Ao amanhecer de um dia do mês de maio o professor partiu, o grande intelectual e dicionarista do idioma Talian, o maestro Darcy Loss Luzzatto e, no momento da despedida ele não agitou ao vento seu lenço branco, somente com a aba do chapéu fez um gesto, um aceno com a elegância de um nobre Italiano e a honradez de um campeiro Gaúcho e depois com altivez caminhou por uma estrada clara como a branca neve, que o levou acima das nuvens em direção aos céus.
Não tive a fortuna de ter sido aluno do professor e, nem de conhece-lo pessoalmente, somente através da internet trocamos mensagens e foi uma grande fidalguia e generosidade de sua parte, pois mais de vez me aconselhou. Acompanhei seu trabalho literário, onde ele sempre acreditou na força do idioma Talian e na história de nossa gente. Os que o conheceram afirmam que ele era um homem amável, franco e sincero e possuidor de um falar poético e quando pediam do lugar em nasceu, ele dizia:-Nasci na serra gaúcha, localidade de Nova Pompéia, atual cidade de Pinto Bandeira. Era filho de imigrantes Venetos e no trabalho dura da colônia ele endureceu, ainda jovem procurou o saber a cultura e logo laureou-se professor, escritor e editor, foi proprietário de duas editoras. Em 1985 publicou seu primeiro livro bilíngue e, depois vieram outros, como o dicionário Talian-Português e em seus livros contava a epopeia dos imigrantes, as belas coisa que trouxeram da Itália e de uma bela maneira de viver, contava do pai, da mãe, do nono e da nona, a nossa nona Italiana, única no mundo. Em 2010 publicou sua obra prima, o dicionário Português-Talian, com 780 paginas e tornou-se a própria enciclopédia do idioma Talian.  No transcurso de sua vida lutou para que seus conterrâneos tivessem afeto e respeito pela saga de seus antepassados, era acima de tudo um defensor incansável do idioma e da cultura de sua gente. Sempre repetia que se conseguirmos salvar a língua materna, salvaremos também a nossa cultura.
   
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quarta-feira, 1 de julho de 2020

Pequenina (Chiquitita) in Talian - Amigos da Serra Picinina

Para baixar essa música e tocar no seu programa clique aqui
Para ver letra e tradução de outras músicas clique aqui.


Interpretação Amigos da Serra.





Pequenina - Chiquitita - Picinina

Pequenina do meu amor / Picinina del mio pupà
Vem correndo pros meus braços, /Vien qua cori suito ntei me brassi
Eu guardo pra você /Go de darte um regalo
Os mais caros lindos sonhos. /I pi bei pressiosi sogni
Vai sorrindo ao mundo em redor /Soridente a quel che te circonda
Tudo é novo e belo em seus olhos. /Tuto è novo e bel ai toi òcii
Ah! Desconhece o mal,/ Ah, stà distante del mal
Neste mundo de gente grande... /de sto mondo de gente granda

Pequenina do meu amor/ Picinina del mio amoar
Ser criança é como ser uma gaivota livre/ Esser cea l’è esser un oseleto lìbero
Tudo é feito pra brincar, como é bom viver /Tuto è fato par giugar, come l’è bel viver
Descobrindo seu encanto... /cola gioia del to incanto

Pequenina do coração /Picinina del mio cuor
Sabe até contar 1, 2, 3.../ e mostra os dedinhos. La sa fin contar 1,2,3 coi deini
E me encanta o seu olhar,/ E me incanta el so vardar
Seu olhar de amor.../, el so vardar de amor
Seu sorriso pequenina...! ‘L so soriso, Picinina
Seu olhar, confiança e amor,/ el so Vardar, fidansa e amor
Seu sorriso... pequenina./ El to soriso, Picinina

Pequenina do meu amor, / Picinina del mio amor
A boneca entre os braços,/ Puatina che mi tegno in brasso
Seu vestidinho branco e lacinhos nos cabelos./ El to vestidin bianco, e i cavei bei rissoleti
As estrelas brilham no céu, / Le stele le slusa al ciel
Mas não brilham mais que seu olhos. / Ma i to ocieti i brìlia tan depì
Ah! Você vai crescer.../Te sarè granda un di
Ai que pena... ai que pena.../ Ah, Fin pecà ... Ah, fin pecà




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terça-feira, 30 de junho de 2020

Resultado da pesquisa on line sobre os radialistas do Talian

Está em andamento uma pesquisa online que estamos fazendo para levantar quantos radialistas temos que fazem programa em Talian no rádio. E vamos estar atualizando aqui de tempos em tempos o resultado dessa pesquisa.
Primeiramente queremos contar com sua contribuição. Depois de ver ou baixar a lista disponível no final dessa postagem caso esteja faltando algum nome pedimos gentilmente que clique aqui para contribuir com essa pesquisa que está tendo ótimo resultado.

Caso algum desses dados estejam errados pedimos a gentileza que nos informe os dados certos pelo email jacianoradiojornalismo@gmail.com ou pelo whatsapp (54) 9 9606-8941.

Esta pesquisa ainda está em andamento portanto não está concluída e você pode voltar nessa postagem que uma vez por semana estaremos atualizando ela.
As informações pessoais de contato dos locutores não estão sendo divulgados nessa planilha

Para baixar a lista atualizada hoje (06/07/2020) clique aqui.

Para contribuir com novos nomes de locutores clique aqui.
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